Funcionários dos Correios fazem protesto no centro do Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Cerca de 400 servidores dos Correios fizeram na tarde desta quinta-feira uma manifestação na avenida Rio Branco, no centro do Rio. Os funcionários exigiam um aumento do piso salarial de R$ 603 para R$ 1.119, incorporação definitiva da gratificação de risco de 30% aos salários dos carteiros e um plano de carreira, que, segundo eles, não muda a tabela salarial e nem corrige as distorções do passado.

Redação |

Os manifestantes se concentraram na Candelária e seguiram em direção à Cinelândia. O protesto chegou a ocupar duas faixas da avenida Rio Branco. A passeata foi acompanhada por 12 guardas municipais e o trânsito ficou congestionado no local.

Protocolação

Segundo assessoria, o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, foi nesta quinta-feira ao Tribunal Superior do Trabalho para protocolar o pedido de declaração de abusividade do movimento grevista dos empregados da ECT, iniciado na terça, dia 1º.

Segundo Carlos Henrique, a greve deflagrada fora do período da data-base, que será em agosto, é um desrespeito à população. Fizemos tudo o que foi possível para atender a reivindicação da categoria.

Greve

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estão em greve, por tempo indeterminado, desde terça-feira. De acordo com a assessoria da ECT, a paralisação dos carteiros interrompeu os serviços como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. 

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal, Moysés Leme, 60% dos funcionários estão parados, o que representa 80% da área operacional, como os carteiros.  Ao todo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) tem 112 mil funcionários. De acordo com a assessoria dos Correios em São Paulo, cerca de 40% dos trabalhadores, a maioria carteiros, aderiram à greve.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a categoria reivindica a adoção de um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS); mudanças na forma de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); e o cumprimento, pela ECT, do termo de compromisso que garante adicional de 30% sobre o salário dos carteiros, assinado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em novembro do ano passado.

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