Funcionários dos Correios entram em greve no Distrito Federal

Brasília - Cerca de 6 mil funcionários dos Correios do Distrito Federal e regiões do entorno decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (1º). Os carteiros reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

Agência Brasil |

Iremos em passeata até o Ministério das Comunicações para cobrar do ministro Hélio Costa o acordo assinado por ele, o presidente dos Correios e o presidente Lula, que se comprometeram a atender essas reivindicações, anunciou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Distrito Federal, Moisés Leme. Ele comentou ainda que "o ministro tem reconhecido as distorções salariais, mas de nada adianta ele reconhecer se não tem autoridade para fazer executar o que foi prometido.

O abono de risco, ou adicional de periculosidade, é a principal reivindicação dos grevistas. Temos colegas com câncer de pele, por trabalhar no sol, colegas que perderam o dedo por mordidas de cães e com problemas de coluna por causa da bolsa pesada, sem contar os assaltos porque carregamos valores, cartões de crédito, talões de cheques, contou Silvio Costa, carteiro há 27 anos. Ele disse ganhar menos de R$ 2 mil por mês e que o PLR foi de R$ 300, enquanto teve diretor da empresa que ganhou R$ 50 mil de PLR.

A mesma reclamação foi feita por Joatan Osias, que ficou cerca de cinco anos afastado do trabalho por problemas na coluna. Eu andava 475 quadras por semana. É quase desumano, disse.

A assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos informou que a diretoria da empresa só se pronunciará após as decisões das outras assembléias que se realizam no país nesta noite.

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