Funcionários dos Correios definem rumos da greve nesta quarta

SÃO PAULO - O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal afirmou, nesta terça-feira, que a greve continua e os funcionários, que aderiram ao protesto, farão assembléias a partir de quarta-feira para decidir se mantém ou não a paralisação. Segundo o presidente do sindicato, Moysés Leme, 60% dos funcionários estão parados, o que representa 80% da área operacional, como os carteiros.

Redação com agências |

Ao todo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) tem 112 mil funcionários. De acordo com Leme, no início desta terça a greve já atingia 22 Estados mais o Distrito Federal.

De acordo com a assessoria dos Correios em São Paulo, cerca de 20% dos trabalhadores, a maioria carteiros, aderiram à greve.

Um pequeno grupo de grevistas realizou, até as 13 horas, uma manifestação em frente ao Ministério das Comunicações, em Brasília, pedindo aumento de salários e participação na elaboração de um plano de carreira.

Corte de pontos

A ECT informou que vai cortar, a partir de quarta-feira, o ponto dos funcionários em greve. A empresa informa haver cumprido o acordo feito com os empregados, tendo começado a pagar adicional de R$ 260 mensais a 58 mil carteiros e atendentes de guichê.

O pagamento do adicional motivou a greve de março deste ano. Com o adicional, o salário deles sobe dos atuais R$ 603,00 para R$ 863,00 mensais.

Serviços suspensos

De acordo com os Correios, por conta da paralisação, três serviços da empresa foram suspensos temporariamente: o Sedex 10, o Sedex Hoje e o Disque Coleta. Segundo a empresa eles dependem de horário para a entrega e portanto não serão realizado enquanto os funcionários estiverem em greve. Os demais serviços dos Correios funcionam normalmente.

Motivos

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a categoria reivindica a adoção de um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS); mudanças na forma de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); e o cumprimento, pela ECT, do termo de compromisso que garante adicional de 30% sobre o salário dos carteiros, assinado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em novembro do ano passado.

De acordo com o secretário-geral da Fentect, Manoel Cantoara, a empresa chegou a pagar o adicional de 30% durante três meses, mas, no quarto mês, que seria o período de efetivação da gratificação, deixou de fazer o pagamento.

Segundo Cantoara, a ECT pediu mais três meses para solucionar a situação. O governo liberou R$ 390 milhões para resolver o problema e a empresa aplicou de outra forma, sem discutir com os trabalhadores, pagando R$ 260 milhões [de forma] linear para os carteiros. Por esse motivo estourou a greve em todo o país.

Segundo a ECT, a lei que prevê o pagamento de adicional de periculosidade não inclui os carteiros. Por isso, a empresa criou o Adicional de Atividades de Distribuição e/ou Coleta (AADC) e o Adicional de Atendimento em Guichê em Agências dos Correios (AAG), que garantem o valor fixo de R$ 260 para todos os trabalhadores.

Essa gratificação começou a ser paga ontem (30), no salário correspondente ao mês de junho. Mas, segundo a ECT, a categoria não aceita a decisão, porque os funcionários com mais tempo de trabalho alegam que, com o valor fixo, vão receber menos do que ganhariam com o adicional de 30% sobre os salários.

* Com informações da Agência Estado e Agência Brasil

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