O Vaticano criticou no sábado o que considerou tentativas exageradas de vincular o papa Bento XVI com os recentes escândalos envolvendo sacerdotes que abusaram de crianças na Alemanha, país natal do pontífice. O Vaticano assegurou ainda que o papa sempre enfrentou os casos de abuso com seriedade.

Um porta-voz da Santa Sé e um promotor para casos de abuso sexual de menores defenderam o papa em entrevistas. Após escândalos similares em Estados Unidos, Irlanda e outros países, o problema ficou mais perto do pontífice nos últimos dias, com as acusações de abuso relacionadas com o coro de meninos de Regensburg, dirigido pelo irmão mais velho do papa durante 30 anos.

Na sexta-feira, a arquidiocese de Munique reconheceu que havia transferido um sacerdote que supostamente abusou de crianças para trabalhos comunitários, quando Bento XVI era o arcebispo. As críticas também aumentaram pelo fato de que o hoje papa, quando cardeal, ter ordenado aos bispos que mantivessem os casos de abuso em segredo.

"Está bastante claro que nos últimos dias houve alguns que tentaram, com uma insistência agressiva, em Regensburg e Munique, buscar elementos para envolver pessoalmente o Santo Padre na questão dos abusos", criticou o porta-voz Federico Lombardi, falando à Rádio Vaticano. O promotor, o bispo maltês Charles Scicluna, disse em entrevista que o então papa tratou os casos de abuso com firmeza. "Acusar o papa atual de ocultação é falso e difamatório", garantiu Scicluna. As informações são da Associated Press.

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