aceito o aumento pedido pelos oficiais de chancelaria. Os funcionários estão em greve por 24horas para reivindicar redução da diferença salarial com os diplomatas. " / aceito o aumento pedido pelos oficiais de chancelaria. Os funcionários estão em greve por 24horas para reivindicar redução da diferença salarial com os diplomatas. " /

Funcionários do Itamaraty desmentem acordo e mantêm paralisação

BRASÍLIA - O porta-voz do movimento grevista dos funcionários do Itamaraty, Paulo Edson Albuquerque, desmentiu nesta terça-feira a informação dada pela assessoria de imprensa do Palácio do Itamaraty de que os ministros de Relações Exteriores, Celso Amorim, e do Planejamento, Paulo Bernardo, teriam http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/06/10/presidentes_do_senado_e_stf_dizem_que_excesso_de_mps_fere_democracia_1349649.htmlaceito o aumento pedido pelos oficiais de chancelaria. Os funcionários estão em greve por 24horas para reivindicar redução da diferença salarial com os diplomatas.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

Segundo Paulo Albuquerque, nenhuma proposta concreta foi apresentada oficialmente para os diretores das duas associações de classe ¿ Associação Nacional dos Oficiais de Chancelaria (ASOF) e o Conselho Nacional dos Assistentes de Chancelaria (CONAC). Eles não foram ouvidos, nem nenhuma proposta oficial negociada. Não estamos sabendo de nada disse, falou o porta-voz dos oficiais e assistentes de chancelaria em greve, ao ser perguntado sobre a suposta negociação envolvendo os dois ministérios.   

Segundo Paulo Albuquerque, as associações estão insatisfeitas com o rumo do movimento, que quer para si a autonomia da negociação. Não queremos diplomata negociando salário de oficial. Queremos oficiais e assistentes negociando seus próprios salários, ressaltou.   

Ele revelou ainda que o movimento não aceita discutir o reajuste contando com  aumento dos diplomatas. Se reajustarem os salários deles estarão garfando parte do dinheiro que deve ser nosso, sustentou, revelando que o movimento grevista tem como objetivo reduzir a diferença salarial entre as três classes. 

Atualmente, um oficial de chancelaria recebe no topo da carreira R$ 6.059; enquanto um diplomata ganha R$ 11.775, quando chega a ministro de primeira-classe. Tanto oficiais como diplomatas têm nível superior; essa diferença salarial gera uma pseudo-hierarquia que não existe, cria-se uma hierarquia salarial, reclama o porta voz do movimento Paulo Edson Medeiros Albuquerque, oficial de chancelaria.

Paulo refutou ainda as informações que foram divulgadas pelo Itamaraty de que a proposta dos assistentes de chancelaria, que têm nível médio e pedem um aumento de 170% a 200%, ainda estaria sendo analisada pelos ministérios.

Eles querem rachar o movimento grevista. Não aceitaríamos que o aumento viesse só para os oficiais. Os assistentes também merecem, defendeu. 

É a primeira vez em 63 anos que oficiais e assistentes de chancelaria fazem greve. O porta-voz do movimento disse ainda que aguardam sinal concreto da instituição para reabrirem as negociações. Caso contrário, o movimento pode originar uma greve por tempo indeterminado. A decisão deve sair ainda esta semana.  

Das 90 embaixadas e 36 consulados no exterior, mais de 70 postos confirmaram adesão, entre eles: Londres, Madri, Paris, Pequim, Tóquio, além de todos os postos americanos.

O caso

Os servidores do Itamaraty querem reduzir a diferença salarial entre as três carreiras do Ministério de Relações Exteriores: diplomacia, oficial de chancelaria (ambos de nível superior) e assistente de chancelaria (nível médio).

Atualmente, um diplomata em início de carreira recebe R$ 8.700; um oficial de chancelaria, R$ R$4.629; e assistente de chancelaria, R$ 1.549. 

Em meados de maio, as duas associações de classe apresentaram uma proposta de aumento salarial ao Departamento de Serviço Exterior, do ministério, pleiteando a equiparação dos oficiais com os diplomatas.

Segundo o porta-voz do movimento grevista, a proposta não foi aceita, mas uma contra argumentação foi apresentada pelo diretor do departamento, ministro de primeira-classe, Denis Fontes Pinto. A nova proposta, que teria sido aceita pelo movimento, equipararia os salários dos oficiais no topo de carreira com os salários dos segundos-secretários. 

No entanto, em junho, o grupo foi avisado de que a contra-proposta da diretoria do Itamaraty não teria passado de uma simulação e que o Ministério do Planejamento não permitiria tal reajuste, no máximo um aumento de 19% para as três classes (incluindo no aumento o salário dos diplomatas).

    Leia tudo sobre: itamaraty

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG