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Cinco funcionários do aterro sanitário municipal de Sorocaba, a 92 km de São Paulo, foram presos hoje acusados de desviar centenas de pacotes de cigarros contrabandeados que deveriam ter sido destruídos. Eles foram flagrados com parte de um lote de 175 mil cigarros encaminhados para o local no início deste mês, após serem apreendidos em operações da Polícia Federal.

O material foi encontrado no porta-malas de um carro que pertence ao vigia noturno do lixão, depois de uma denúncia anônima. Mais de 100 pacotes estavam acondicionados em sacos de lixo. A investigação levou aos outros envolvidos.

O delegado adjunto da Receita Federal em Sorocaba, Manuel Nunes de Souza, informou que a destruição das mercadorias era acompanhada por um agente do órgão. Segundo ele, os cigarros eram depositados junto com o lixo da cidade e cobertos com camadas de terra. Mais tarde, os pacotes eram desenterrados pelos funcionários. A Polícia Militar apurou que eles comercializavam o produto no mercado paralelo.

A Receita vai investigar o caso e mudar o processo de destruição das mercadorias apreendidas. Os envolvidos prestaram depoimento na Delegacia da Polícia Federal e foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba. A prefeitura abriu processo administrativo contra os funcionários acusados.

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