Funcionários da Universidade de São Paulo (USP), que entraram ontem em greve, prometem bloquear hoje entradas e interromper as aulas em duas faculdades. Os prédios da Escola de Comunicação e Artes (ECA) e da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no centro da cidade, devem ser fechados pelos grevistas.

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP), que entraram ontem em greve, prometem bloquear hoje entradas e interromper as aulas em duas faculdades. Os prédios da Escola de Comunicação e Artes (ECA) e da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no centro da cidade, devem ser fechados pelos grevistas.

O ato, aprovado ontem em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), foi classificado pelo movimento como uma "radicalização", em reposta a comunicado divulgado pela reitoria da USP. Na terça-feira, além de divulgar liminar judicial que prevê multa de R$ 1 mil por dia em casos de piquetes ou bloqueios, a reitoria prometeu cortar o ponto dos grevistas.

"Essa foi uma tentativa clara da universidade de querer nos intimidar", afirmou o diretor do Sintusp, Magno de Carvalho. Ele espera que os câmpus de Ribeirão Preto, Piracicaba e São Carlos sigam a mesma orientação de barrar o funcionamento de prédios.

Até ontem não havia um balanço sobre adesão, mas serviços como o transporte na Cidade Universitária, restaurantes, o centro poliesportivo e áreas administrativas, como a prefeitura do câmpus e o serviço social, não funcionaram. Algumas bibliotecas, como a da ECA e da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) mantiveram as portas fechadas.

A greve foi anunciada no dia 29 de abril. A categoria quer uma reposição salarial de 16% e incorporação de R$ 200 ao salário-base. Outro ponto da lista de reivindicações é a extensão para todos os servidores das universidades estaduais paulistas do reajuste de 6% concedido aos professores.

Os servidores têm no dia 11 uma reunião com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) para tratar das reivindicações. O Sintusp espera que funcionários da Unesp e da Unicamp também entrem em greve após a data. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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