Funcionários da USP encerram greve iniciada em maio

A greve de funcionários da Universidade de São Paulo (USP) chegou ao fim na tarde de hoje após a reitoria aceitar algumas das reivindicações da pauta de negociações. A retomada ao trabalho foi decidida em assembleia, que desde o fim da manhã acompanhava as negociações entre os representantes dos funcionários e os da universidade.

Agência Estado |

O movimento durava desde o dia 5 de maio. Os funcionários devem retornar ao trabalho amanhã.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), entre as cláusulas atendidas pela reitoria estão os novos valores do auxílio-alimentação - de R$ 320 para R$ 400, retroativos a 1º de maio - do auxílio-refeição - de R$ 13 para R$ 15 - e do auxílio-creche (R$ 422). Outro ponto destacado pela entidade foi a conquista do auxílio-educação especial, que será pago aos pais e mães funcionários da instituição que têm filhos excepcionais. O valor do auxílio é de R$ 422 e será pago até que o educando alcance a idade de 18 anos.

O reajuste salarial dos funcionários será de 6,05%, mas o sindicato avisa que a discussão sobre o índice de aumento será retomada em setembro. No início da greve, a reivindicação era de 16%, mais uma parcela fixa de R$ 200. Outra cláusula da pauta de negociações que deverá ser decidida adiante é a reintegração do ex-funcionário Claudionor Brandão, exonerado pela reitoria em dezembro do ano passado. De acordo com o Sintusp, também houve o comprometimento da reitoria de não descontar os dias parados durante a paralisação e que não haverá perseguição ou demissão de nenhum grevista.

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