Funcionários da USP de Ribeirão Preto aderem à greve

Os funcionários do campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) ficaram indignados com os conflitos de ontem, na capital paulista, e aderiram ontem à greve de professores e servidores. Segundo o diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) na cidade, André Luiz Orlandin, a paralisação, estimada em cerca de 65% da categoria, deverá aumentar na próxima semana.

Agência Estado |

"A tendência da greve é aumentar, pois todos ficaram indignados, já que nem na ditadura tínhamos visto aquilo", disse ele, ao se referir à presença de policiais militares no campus da capital do Estado.

"A nossa ideia é fortalecer a mobilização com um trabalho de convencimento, não impor uma situação", disse o diretor regional da Associação dos Docentes da USP (Adusp) em Ribeirão, José Marcelino Rezende Pinto. Os professores deliberaram ontem pela greve e uma nova assembleia será realizada na terça-feira. Na segunda-feira, professores e funcionários participarão de uma aula pública em frente à Faculdade de Medicina.

Os docentes também repudiaram os conflitos em São Paulo - que deixaram ao menos seis feridos e três pessoas detidas. Os alunos poderão aderir ao movimento na próxima semana. "Está devagar ainda, mas a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras já decidiu parar na quarta-feira", informou Lucas Garcia Bom Zuben, do Diretório Central de Estudantes (DCE).

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