Funcionários da Infraero formalizam greve nesta sexta

SÃO PAULO - Após três dias de assembléias em todo o País, o Sindicato Nacional dos Aeroportuários decidiu que entrará em greve no início da madrugada do dia 15 de julho. O presidente da categoria, Francisco Lemos, informou que os funcionários só não cruzarão os braços se a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) fizer uma nova proposta de reajuste salarial.

Ana Clara Werneck, do Último Segundo |

Segundo Lemos, ainda falta a última assembléia, que será realizada nesta sexta-feira na sede da Infraero, em Brasília, mas em todos os outros encontros a greve foi aceita por unanimidade.

Os sindicalistas lutam por maior reajuste salarial, manutenção da tabela de horas extras e da contribuição do plano de saúde. Mas a reivindicação principal é que continue havendo promoções no mês de outubro, como é de praxe. Lemos diz que a empresa divulgou um comunicado interno informando que este ano as promoções não vão acontecer. 

De acordo com Francisco Lemos, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, a greve será um protesto contra as medidas que viriam reduzir o poder de compra dos funcionários. Entre as medidas estão o aumento da parcela descontada dos trabalhadores nos benefícios concedidos como auxílios alimentação, saúde e transporte e a redução do percentual de cálculo de horas extras aos sábados, domingos e feriados, que passou de de 100% para 60%. Isso fere direitos obtidos em acordos coletivos, afirmou.

O movimento também será uma forma de tentar elevar as correções salariais. A empresa está oferecendo reajuste de apenas 0,4%, enquanto nós do sindicato defendemos pelo menos a reposição da inflação em 13% ", disse Lemos.

Dos 11.500 servidores contratados em regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), 4 mil estão lotados nos terminais aéreos de São Paulo (Cumbica, Congonhas, Viracopos e Campo de Marte).

Para Francisco Lemos não há outra alternativa a não ser indicar a greve, porque a Infraero sentou-se à mesa de negociações com um proposta fechada que não atende aos anseios dos trabalhadores

Contraproposta

A Infraero já fez uma contraproposta, que não foi aceita pelo sindicato. Lemos diz que, a menos que a empresa aceite fazer nova contraproposta, a greve está decidida. No dia 9 de julho está programado um ato contra a privatização do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Em nota à imprensa, a Infraero informou que as negociações estão em andamento e o canal entre Empresa e Sindicato continua aberto para as tratativas e que a operação dos aeroportos continua normal, mesmo porque há sempre uma equipe de contingência que atua em momentos de possíveis anormalidades.

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