BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta segunda-feira (12) que o funcionário da Casa Civil que teria vazado informações sobre o dossiê, José Aparecido Nunes Pires, pediu afastamento da secretaria do órgão. No entanto, o senador não soube informar quando o pedido foi feito e nem quais foram os motivos. Ele ainda destacou que a base governista apóia a convocação de Aparecido para a CPMI dos Cartões Corporativos.


Reprodução/ TV Globo
José Aparecido se diz vítima de armação
"Independentemente se houve crime ou não [no vazamento do dossiê] houve quebra de confiança. Ele [Aparecido] pediu afastamento", disse.

Rebatendo acusações da oposição, que alega temor por parte do governo na convocação de Aparecido, Jucá admitiu que a base vai apoiar os requerimentos convocando tanto o funcionário da Casa Civil, quanto André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que recebeu de Aparecido um e-mail com o dossiê.

"Apoiamos [a convocação] do Aparecido e do assessor do senador [Álvaro Dias, André Fernandes]", afirmou.

Jucá ainda repetiu discursos feitos na semana passada, e voltou a dizer que o culpado pelo vazamento do dossiê é a oposição, em especial o PSDB. Citou que a principal vítima da ação é a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e que se alguém mentiu no Senado não foi a ministra, que negou a existência do dossiê, mas sim oposicionistas, que desde 20 de fevereiro (data do e-mail do dossiê) não revelaram a verdade.

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