Funcionário do Credit Suisse preso será processado com outros executivos

SÃO PAULO - O Ministério Público de São Paulo vai pedir à Justiça que Christian Weiss, do banco Credit Suisse, apontado como um dos operadores de esquema ilegal de transferência de valores para várias agências do banco na Suíça investigado desde 20005, seja processado com outros 13 funcionários e ex-colaboradores do banco suíço que são réus em processo aberto na última sexta-feira (18).

Redação |

O executivo deverá responder a ação penal referente aos fatos investigados na Operação Suíça, aberta na última sexta-feira em São Paulo, na qual já são réus outros 13 funcionários e ex-colaboradores do banco.

Segundo o pedido de prisão formulado pelo MP à Justiça, Weiss veio ao Brasil para reuniões em São Paulo e no Rio de Janeiro com a missão de captar novos clientes para o banco suíço, abertura de contas e remessas de recursos àquele país, assim como movimentação de contas já existentes, na grande maioria, não declaradas ao fisco brasileiro.

Entretanto, foram encontradas no quarto de hotel de Weiss, provas de que os recursos são remetidos ao exterior à margem dos sistemas legal e fiscal brasileiro, sem autorização do Banco Central. 

A exemplo dos demais representantes do banco denunciados na Operação Suíça, Weiss gerencia os recursos de brasileiros no exterior, oferecendo-lhes produtos do banco, dentre os quais abertura de contas e investimentos naquele país.

Nos próximos dias, a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, responsável pelo caso, deverá aditar a denúncia da Operação Suíça, pedindo à Justiça Federal que Weiss seja processado com os demais réus do caso, que respondem a acusações de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, operação ilegal de instituições financeiras e formação de quadrilha.

Operação Suíça

As investigações da Operação Suíça começaram em 2005. Em 2006, foi deflagrada a operação, que resultou na prisão temporária de vários gerentes e funcionários do Credit Suisse, dentre os quais Peter Schaffner, um dos gerentes do Credit em Zurique que, após ter sido solto e indiciado não mais retornou ao país. O trabalho do MP e da PF prosseguiu e resultou nas operações Kaspar 1 e Kaspar 2, que focaram na atuação de doleiros no mercado de private banking, operado de forma ilegal pelo Credit e outros bancos.

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