Kassab afasta funcionários envolvidos na Máfia dos fiscais http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/11/justica_manda_prender_13_por_suspeita_de_participacao_em_mafia_de_fiscais_diz_jornal_1435891.htmlJustiça manda prender 13 por suspeita de integrar quadrilha que extorquia camelôs" / Kassab afasta funcionários envolvidos na Máfia dos fiscais http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/11/justica_manda_prender_13_por_suspeita_de_participacao_em_mafia_de_fiscais_diz_jornal_1435891.htmlJustiça manda prender 13 por suspeita de integrar quadrilha que extorquia camelôs" /

Funcionário de subprefeitura em SP liderava suposta quadrilha de fiscais, diz polícia

SÃO PAULO ¿ A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta sexta-feira 11 pessoas por suposto envolvimento em dois esquemas de cobrança de propinas nos bairros da Mooca, Brás e Tatuapé, na zona leste da cidade. Entre os detidos está Georges Marcelo Eivazian, assessor político da Subprefeitura da Mooca e apontado como líder de um dos grupos. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/11/kassab_afasta_funcionarios_envolvidos_na_mafia_dos_fiscais_1436757.htmlKassab afasta funcionários envolvidos na Máfia dos fiscais http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/11/justica_manda_prender_13_por_suspeita_de_participacao_em_mafia_de_fiscais_diz_jornal_1435891.htmlJustiça manda prender 13 por suspeita de integrar quadrilha que extorquia camelôs

Ana Freitas, repórter do Último Segundo |

Segundo o delegado responsável pelo caso, Luís Augusto Castilho Storni, a operação desmontou duas quadrilhas que atuavam na mesma região. De acordo com as investigações, o grupo comandado por Eivazian exigia em torno de R$ 1 mil por mês de camelôs que trabalham com alimentos, como vendedores de cachorro-quente e frutas.

No momento de sua prisão, Eivazian portava com maconha e cocaína, segundo a polícia.
Por conta do envolvimento de seu assessor, o subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, deve ser chamado para prestar depoimento nos próximos dias. Não chegamos a nenhum envolvimento dele, mas o caso foi na região de sua subprefeitura", afirmou o delegado.

A outra quadrilha, que seria liderada pelo agente fiscal Edson Mosqueira, cobrava de R$ 10 a R$ 40 reais por semana dos demais camelôs. Segundo Storni, as investigações apontam que as atuações das duas quadrilhas estavam interligadas e que, juntas, elas arrecadavam em torno de R$ 800 mil por mês.

Os camelôs que não pagassem a propina sofriam retaliações dos fiscais, que chegavam a tomar a mercadoria dos ambulantes. Já os que contribuíam com o pagamento regular eram avisados antecipadamente sobre a realização de blitz na região, podiam invadir áreas não permitidas e trabalhar livremente.

A operação realizada nesta sexta foi desencadeada após cinco meses de investigações, que foram iniciadas após dois ambulantes procurarem o Ministério Público para denunciar as extorsões. Segundo o promotor responsável pelo caso, José Carlos Blat, não há ligações entre os grupos desmontados hoje e a máfia dos fiscais desmontada há dez anos, que envolvia vereadores, subprefeitos e fiscais em um esquema de propinas.

Ao que tudo indica, não há o comprometimento de pessoas do poder político, como na máfia dos ficais, disse. Segundo o promotor, a forma de atuação dos grupos também é diferente. Na antiga quadrilha, os fiscais davam as caras para cobrar a propina. Desta vez, eles arregimentavam camelôs para cobrarem por eles.

Presos

Entre as 11 pessoas presas há cinco camelôs, quatro fiscais, um advogado e o assessor político da subprefeitura. Outros dois camelôs estão foragidos, segundo a polícia. De acordo com o delegado Stroni, os presos podem responder por extorsão, concussão, formação de quadrilha e uso de entorpecentes, no caso específico de Eivazian

As prisões foram feitas na manhã desta sexta, por volta das 10h. De acordo com um dos ambulantes da região que se identificou apenas como Noel, os camelôs foram detidos como marginais. Cerca de 30 policiais levaram um deles para a viatura.

Subprefeitura da Mooca

O subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, disse na noite desta sexta que ainda não foi intimado a prestar depoimento. Ele afirmou que está a disposição da polícia para fornecer as informações necessárias para as investigações. Darei todas as condições que estiverem ao meu alcance para que a polícia possa identificar se há mais gente envolvida ou não neste caso, disse.

Odloak comentou que não suspeitava de seu funcionário, que não demosntrava ter uma conduta criminosa. Ele era muito respeitado na região e bem relacionado politicamente.

Leia mais sobre: máfia dos fiscais

    Leia tudo sobre: policia civilpolíciapropina

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG