Funasa repudia invasão de indígenas em sede do órgão em São Paulo

SÃO PAULO - A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) divulgou nota, nesta tarde de quarta-feira, afirmando que repudia todo e qualquer tipo de violência como forma de negociação e, principalmente, de coação. Na terça-feira, cerca de 100 índios invadiram a sede da Funasa, no centro de São Paulo. Durante a invasão, eles determinaram o encerramento do expediente e mantiveram cinco diretores como reféns.

Redação |

Os funcionários só foram libertados às 19h30, quando o coordenador da Funasa, Raze Rezek, chegou à sede da entidade. Os índios aguardavam a presença do coordenador para uma reunião.

AE
Índios que invadiram a sede da Funasa na terça-feira 

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a reunião acontece nesta tarde no auditório do prédio invadido. Os indígenas atribuem a Rezek a responsabilidade pela piora nos serviços de atendimento médico e de saneamento que estaria ocorrendo nas aldeias do Estado.

Porém, em nota, a Funasa afirma que o Estado é o que tem a melhor cobertura sanitária do País, em comunidades indígenas. "Das 36 aldeias, 27 (ou 75%) possuem abastecimento de água, o equivalente a 95% da população aldeada. O estado também recebe, periodicamente, uma cesta de medicamentos proporcional à demanda...".

Ainda de acordo com a nota, a Funasa explica que, para o ano de 2009, foram disponibilizados R$694.969,00 para abastecimento de água, incluindo duas implantações de sistemas de abastecimento nas aldeias Rio Branquinho e Jakarey, no município de Cananéia e o restante em melhorias dos sistemas já implantados.

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