Funai deve reunir-se com índios para liberar reféns

CURITIBA - Um representante da coordenação de patrimônio e meio ambiente da Fundação Nacional do Índio (Funai) é esperado neste domingo em São Jerônimo da Serra, a cerca de 350 quilômetros de Curitiba, no norte do Paraná, para tentar resolver o impasse criado a partir da retenção de três reféns pelos índios da Reserva Barão de Antonina.

Agência Estado |

Os indígenas cobram uma indenização pelo uso das terras pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). As linhas de transmissão, instaladas em 1967, cortam a reserva por cerca de 10 quilômetros.

Na manhã de quinta-feira, os índios detiveram os irmãos Valmiron Torres Quintanilha, de 30 anos, e José Almir Torres Quintanilha, de 28 anos, funcionários de uma empresa terceirizada da Copel, que tinham ido à aldeia fazer o trabalho rotineiro de vistoria da linha.

No dia seguinte, o antropólogo Alexandre Húngaro da Silva, empregado da Copel, foi ao local tentar a liberação dos dois reféns e acabou impedido de sair. As negociações para a liberação passaram a ser feitas pelo administrador em exercício da Funai em Londrina, Marcos da Silva Cavalheiro, com quem não foi possível falar ontem.

De um telefone público colocado na aldeia, o índio que se identificou como Izail Nunes de Paula disse que os reféns estavam tranquilos. "Os três continuam aqui e está tudo certo", afirmou.

Segundo ele, um "rapaz da Funai" esteve na reserva conversando com as "autoridades", mas não comentou se houve algum acerto sobre a liberação dos reféns. Segundo ele, somente os representantes da Funai tinham permissão de entrar na aldeia. "Os repórteres não", decretou.

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