Funai descarta canibalismo entre povos indígenas no Brasil

MANAUS - A Fundação Nacional do Índio (Funai) informou, nesta terça-feira, que não existe a prática de antropofagia entre os povos indígenas no Brasil contemporâneo. Ao menos cinco índios da etnia Kulina são suspeitos de matar um jovem não-índio de 21 anos e de comer seus órgãos, em Envira, no Amazonas. Para a Funai, não se pode afirmar que houve tal prática.

Redação |

O corpo de Océlio Alves Carvalho foi identificado no último dia 3 de fevereiro e a morte teria ocorrido às margens de um igarapé dentro da aldeia. Segundo a Funai, no mesmo lugar, foram encontradas diversas garrafas de aguardente, já que a vítima tinha convívio social com os indígenas e consumia bebidas alcoólicas dentro da aldeia.

Apesar da posição da fundação, outros dois índios, que disseram ter testemunhado o crime, e o líder da tribo afirmaram à polícia que houve canibalismo.

Segundo o sargento Silva, o grupo de kulinas parou em uma ponte da aldeia e começou a beber o que chamam de "cabeça azul", álcool utilizado em limpeza. "Quando a vítima foi beber o álcool, um dos índios deu a primeira furada. Ele levou, no mínimo, 80 facadas", disse. Testemunhas dizem que os kulinas partiram o corpo do jovem em dois e comeram o fígado, o coração e uma parte da coxa.

Ainda de acordo com o sargento, os índios devem ser indiciados por homicídio. Segundo a Funai, somente a Polícia Federal pode realizar investigação e prisões em terras indígenas. O órgão disse que um de seus técnicos elabora um relatório sobre o envolvimento dos índios no caso.

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