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SÃO PAULO - Uma combinação de baixas temperaturas com a volta do feriado de Corpus Christi e a disseminação do vírus da gripe suína (rebatizada http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/30/oms+decide+mudar+nome+da+gripe+suina+5867916.html target=_topde gripe A H1N1 pela OMS) no Chile e na Argentina pode estar por trás do grande número de novos casos da doença registrados no Brasil no fim de semana.

AE
Primeiro dia de inverno na avenida Paulista, em SP
Primeiro dia de inverno na avenida Paulista
O infectologista Caio Rosenthal, do Emílio Ribas, afirma que a chegada do inverno no Hemisfério Sul deve favorecer o aparecimento de novos casos. Todo tipo de gripe se torna mais prevalente nessa época do ano, e com o A(H1N1) não é diferente, disse. Como as pessoas não têm anticorpos para esse vírus, quem tiver contato com alguém infectado vai pegar, afirmou

Para o infectologista Celso Granato, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a alta quantidade de novos casos indica ainda que já pode estar ocorrendo um aumento de transmissões autóctones - o que significa que os pacientes contraíram o vírus dentro do País

A preocupação maior está em acompanhar o comportamento do vírus, se há modificações genéticas que resultem em uma doença mais agressiva, que pode atacar pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e grávidas, afirma Granato.

Segundo o infectologista e diretor do Instituto Emílio Ribas, David Uip, o aumento no número de casos já era esperado. Como estamos no início do inverno e voltando do feriado de Corpus Christi, em que muitas pessoas viajaram para a Argentina, acreditávamos que isso pudesse acontecer, disse. 

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