Frigorífico Friboi demite 172 funcionários em Campo Grande

O frigorífico Friboi demitiu 172 funcionários em sua unidade de Campo Grande (MS) na última terça-feira, o que representa aproximadamente 15% do quadro total de empregados da unidade em junho, que era de 1.109.

Agência Estado |

Segundo nota encaminhada pela assessoria de imprensa da companhia, as mudanças estão ligadas a um movimento contínuo de melhorias em eficiência e modernização de seus parques fabris.

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Campo Grande, no entanto, atribui as demissões à falta de bois para abate na região, circunstância que, conforme a entidade, tem reduzido o ritmo de atividade dos frigoríficos na cidade.

Capacidade

A unidade da JBS em Campo Grande tem capacidade para abater 2,5 mil cabeças de bovinos por dia e, segundo o sindicato, atualmente está abatendo entre 800 e 1 mil cabeças.

Esta semana, o Friboi anunciou o arrendamento, com opção de compra, de cinco unidades de abate e desossa em Mato Grosso. Com a incorporação das unidades, que estavam paralisadas desde que o frigorífico Quatro Marcos entrou em recuperação judicial, o Friboi ampliou sua capacidade de abate em 5.150 animais por dia e deve contratar mais de 3 mil empregados.

"Se eles estão indo para outras regiões do País e reduzindo o ritmo de produção em Campo Grande, é porque faltam bois aqui", disse Rinaldo Salomão, presidente do sindicato. O Friboi negou, por meio de sua assessoria, que está desacelerando o nível de atividade em Campo Grande.

O setor de frigoríficos já trabalha com um nível elevado de ociosidade há meses. Além da queda na demanda externa, o setor passa por um ciclo de baixa na oferta de matéria-prima, devido ao abate de matrizes promovido entre 2005 e 2007.

A redução na oferta do boi gordo provocada por esse movimento ainda não foi revertida, porque implica investimentos que a baixa rentabilidade da atividade não tem permitido. Nos meses mais agudos da crise, estima-se que o nível de ociosidade dessa indústria tenha atingido 50% da capacidade instalada, porcentual que está sendo reduzido e já estaria abaixo de 30%, em média.

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