Fretados seguem sem lei específica para circular em São Paulo

SÃO PAULO - Com apoio da maioria dos 55 vereadores de São Paulo, as empresas de fretamento de ônibus venceram a queda de braço com a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e conseguiram mudar o projeto de lei da Política de Mudanças Climáticas do Município.

Agência Estado |

Os 5.674 ônibus autorizados a circular na capital vão continuar sem regras específicas, conforme queriam empresários que pressionavam a Câmara há mais de 30 dias contra a proposta.

O artigo 47 do projeto de lei, que restringia a circulação e o estacionamento de fretados na cidade, foi substituído por uma redação que determina a criação de um projeto do Executivo específico sobre o assunto em 60 dias.

O pacote climático previa que a parada de ônibus fretados só poderia ser feita em bolsões nos limites do centro expandido. As medidas entrariam em vigor até 2017. Segundo os empresários, as regras acabariam com os fretados, usado por 283 mil pessoas da Grande São Paulo e de cidades como Santos e Jundiaí.

A regra dos fretados era o único entrave ao projeto que prevê diretrizes para reduzir, até 2012, 30% das emissões de gás carbônico da capital.

Nesta quarta-feira, cerca de 200 funcionários de empresas de fretamento lotaram a galeria do plenário para pressionar os vereadores. No dia anterior, o mesmo grupo já havia feito uma manifestação em frente à Câmara.

Nas últimas semanas, o lobby dos fretados ganhou coro no plenário por meio da bancada tucana. O centrão - grupo político formado por PMDB, PP, PR e PTB - também apoiou a mudança. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Leia mais sobre: transporte

    Leia tudo sobre: transporteônibus

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG