Fretados estão proibidos de estacionar em Barueri

O estacionamento de ônibus fretados na região do centro comercial de Barueri, na Grande São Paulo, está proibido desde segunda-feira pela prefeitura da cidade. O prefeito Rubens Furlan (PMDB) solicitou que fossem colocadas placas de Proibido Estacionar pelas ruas da região para evitar o estacionamento dos cerca de 100 ônibus fretados, que prestam serviços para funcionários e empresas de Alphaville e região, segundo a Secretaria de Comunicação Social do município.

Agência Estado |

De acordo com a secretaria, esses ônibus deixavam muito lixo, restos de comida, manchas de óleo, árvores quebradas e outros resíduos após saírem do local, além de atrair ambulantes. Chegaram também a estacionar sobre uma laje de tamponamento de um rio, nas proximidades do Ginásio José Corrêa, sem consultarem sobre a resistência da estrutura. Cerca de 17 mil trabalhadores do Polo Empresarial de Alphaville utilizam este sistema de transporte, que compreende cerca de 400 fretados, além dos ônibus clandestinos, cruzando o bairro durante a manhã é à tarde todos os dias.

Segundo a Associação Residencial e Empresarial Alphaville (AREA), esses ônibus causavam transtornos, pois além de criar congestionamentos, paravam em vagas geralmente usadas por veículos, ocupando o espaço de duas faixas de rolamento. Para evitar o transtorno, a associação vem solicitando, há vários anos, que a prefeitura, por intermédio do Departamento Municipal de Trânsito, proibisse o estacionamento desses ônibus. Agora, com a nova sinalização, os fretados migraram para o centro de Barueri, segundo a secretaria.

Garagens

Para o Sindicato das Empresas de Transporte por Fretamento e por Turismo da Região Metropolitana de São Paulo (Transfretur), esses veículos estacionam pelas ruas da cidade em razão da inexistência de locais adequados ou viáveis para estacionamento dos ônibus. Além disso, de acordo com o sindicato, seria inviável o deslocamento dos fretados para suas garagens - como sugere a prefeitura - pois eles são de cidades vizinhas, como Sorocaba, Campinas, Itu, Itatiba, e o custo do combustível seria repassado para os usuários.

Segundo o sindicato, fazer com que esses veículos tenham que estacionar em cidades vizinhas apenas vai transferir o problema. A prefeitura, segundo a Secretaria de Comunicação, não pretende criar nenhum bolsão de estacionamento para os ônibus.

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