Paris, 26 jun (EFE).- O ministro da Cultura francês, Frédéric Mitterrand, expressou hoje suas condolências pela morte de Michael Jackson e comparou as circunstâncias de sua morte, em uma grande solidão, com às de Marilyn Monroe, James Dean e Elvis Presley.

"Todos temos um pouco de Michael Jackson", afirmou o recém nomeado ministro na rádio "Europe 1", onde elogiou o "gênio da música e do espetáculo".

Frédéric destacou a "fascinação" que existe nos Estados Unidos pelos "destinos trágicos" e assegurou que o rei do pop terminou "de uma forma não muito diferente" de Marilyn, James Dean e Elvis.

Michael foi "uma contradição vivente", assegurou o ministro, por sua "complexa relação com a negritude" que mostrava "uma grande dificuldade para assumir seu físico", ao mesmo tempo em que "uma fidelidade forte a sua raça negra".

O primeiro-ministro, François Fillon, por sua vez, assegurou se sentir "emocionado" pela morte de uma estrela que admirou "sobretudo por seu sucesso".

"Alguém capaz de vender 750 milhões de discos é único na história da música, das variedades, da difusão da arte. É um monumento", disse Fillon.

A cantora canadense Céline Dion destacou na emissora "Europe 1" que a morte de Jackson é "o resultado do estresse" que viveu em vida.

"Quando você estava com ele sentia essa fragilidade, esse mal-estar que era maior do que parecia. Não é possível para um ser humano viver assim todos os dias", afirmou a cantora de Québec.

Tarak Ben Anmar, que foi produtor e amigo de Michael, criticou na "Europe 1" os "charlatões" que se aproveitaram do fato do cantor ser "hipocondríaco".

"Está claro que os criminosos neste caso são os médicos que trataram dele ao longo de toda sua carreira e que destruíram seu rosto e lhe deram remédios para tirar-lhe a dor", disse. EFE lmpg/ma

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