França busca parceria com indústria bélica do Brasil

Os franceses estão visivelmente mais adiantados nas negociações para saber que país vai ser o parceiro estratégico para montar no Brasil uma verdadeira indústria de defesa. Os outros dois países que levam a sério as negociações são a Rússia e a Índia.

Agência Estado |

A vantagem francesa é técnica, de logística e diplomática, tamanho é o empenho do próprio presidente, Nicolas Sarkozy. O governo francês aceita transferir tecnologia quase sem restrições e sabe que a parceria da Dassault, que fabrica os Mirage e o Rafale, com a brasileira Embraer lhe dá uma vantagem extra sobre a concorrência.

Depois das assinaturas do presidente Lula e de Sarkozy, em fevereiro, na Guiana, do protocolo de intenções, militares brasileiros e franceses já definiram que até novembro a Defesa dos dois países deve listar onde e como será o intercâmbio para construir de aviões a submarinos. E na agenda do Itamaraty, o Planalto já reservou a data de 22 de dezembro para um encontro de chefes de Estado, em Brasília. Lula e Sarkozy devem, então, assinar a parceria estratégica da política de defesa entre os dois países.

Os russos têm um memorando assinado pelo ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) para cooperar na fabricação do caça. Os indianos têm pouco a oferecer em matéria de tecnologia original.

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