Fracassa campanha do governo pelo desarmamento

A campanha várias vezes prolongada do governo federal pelo desarmamento fracassou mais uma vez. Durante o ano de 2009, a Polícia Federal, órgão responsável por recolher e destruir o material, recebeu somente 14.544 armas. O número, reconhecido pelas próprias autoridades como muito baixo, não equivale a 3% do total das 490 mil armas recolhidas nos últimos quatro anos.

Lucas Ferraz, iG Brasília |


Achamos que [a quantidade] é baixa. Ainda tem muita arma para ser devolvida, mas tínhamos que centralizar a campanha no registro, diz Luiz Paulo Barreto, ministro interino da Justiça, ao apresentar também o número de armas registradas.

No ano passado, o número registrado foi de 1,1 milhão. Contabilizando os dados de 2006 para cá, foram dois milhões de registros. Agora, no Sistema Nacional de Armas (Sinarm), sob responsabilidade da PF, existem sete milhões de armas de fogo.

Luiz Paulo Barreto anunciou também que, neste ano, o governo realizará uma nova campanha para conscientizar a população a devolver o armamento. Quem entregar é indenizado entre R$ 100 e R$ 300, a depender do calibre. O principal objetivo do governo, desde o referendo sobre o estatuto do desarmamento, em 2005, era diminuir o número de armas em circulação no país.

O prazo para registro terminou de vez - 31 de dezembro foi o último dia. Portanto, ter em casa ou portar arma de fogo sem registro é crime, que varia de 1 a 3 anos de detenção, para posse, e de 2 a 4 para porte, além de multa. A pena é agravada se o calibre da arma for de uso restrito.

Segundo pesquisa da organização não-governamental Viva Rio, há 8,4 milhões de armas ilegais em circulação no país. Ao mesmo tempo, é elevado o índice de mortes provocadas por elas. Segundo o Ministério da Saúde, são 19,3 mortes de brasileiros por arma de fogo por ano em 100 mil habitantes.

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