Fóssil dá pistas sobre a evolução dos primatas

Um esqueleto quase completo de uma pequena criatura, de 47 milhões de anos, pode dar informações sobre a evolução de macacos e homens. Com o tamanho de um felino pequeno, o animal - uma fêmea, apelidada de Ida - tem quatro pernas e uma longa cauda.

Agência Estado |

Segundo pesquisadores, do Museu de História Natural da Universidade de Oslo, na Noruega, esse não é o ancestral comum de todos os primatas. Mas pode dar boas pistas de como ele seria.

A divulgação foi feita com estardalhaço, em entrevista coletiva concedida no Museu de História Natural de Nova York. Como os dados foram tornados públicos antes de sua publicação em veículo especializado, quando há análise por outros cientistas, surgiram dúvidas em relação à validade científica da descoberta. Para um dos cientistas ligados à descoberta, não há nada de errado na publicidade feita antes da publicação científica, na revista eletrônica PLoS One (Public Library of Science) hoje à tarde. "Isso é levar ciência ao público. Não acho que seja errado", disse.

Ida, oficialmente Darwinius massillae, é uma nova espécie, parecida com os lêmures modernos, que morreu com nove ou dez meses. Ela tinha cerca de um metro de altura e entre 650 e 900 gramas. Herbívora, ela comeu frutas, sementes e folhas antes de morrer. O material foi descoberto na Alemanha em 1983. Esse é talvez o fóssil mais completo de um primata já encontrado, com 95% dos ossos - só uma parte de uma perna se perdeu - e vestígios da pele e do conteúdo estomacal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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