MADRI ¿ O 2º Fórum Ibero-Americano de Propriedade Intelectual foi inaugurado hoje em Madri com o pedido de que a pirataria seja tratada como um problema de Estado para evitar que este fenômeno siga devorando riqueza e oportunidades.

As palavras são do presidente do fórum Javier Cremades, que fez um discurso na abertura do evento que contou com a presença do secretário-geral ibero-americano, o uruguaio Enrique Iglesias.

Iglesias também afirmou que é preciso criar meios de proteger os autores e os criadores.

Durante dois dias, políticos e especialistas debaterão sobre a propriedade intelectual na sociedade digital, e buscarão fórmulas para que a indústria da cultura, do lazer e do entretenimento mantenham sua importância econômica e social.

Cremades lembrou que na região ibero-americana as atividades protegidas pelo direito de autor representam uma média de 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e que geram cerca 3,5% do total de postos de trabalho.

"Frente a esta florescente realidade, cresce o devastador fenômeno da pirataria, que subiu em progressão geométrica nos últimos anos", disse o presidente do fórum.

Segundo ele, se essa questão não for abordada como "um problema de Estado, provavelmente seguirá devorando riqueza e oportunidades".

Cremades ressaltou que "se não há uma devida proteção desta indústria, acontecerá um empobrecimento do conjunto da sociedade", começando pela economia e pela criação de emprego.

Segundo o presidente do fórum, a Carta Cultural Ibero-Americana aprovada na 16ª Cúpula Ibero-Americana de Montevidéu deve "se desdobrar e se fazer efetiva".

Para ele, "a propriedade intelectual deve deixar de ser um tema inédito nas cúpulas para ser um dos eixos principais nos próximos anos".

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