Nenhum dos 130 países analisados pelo Fórum Econômico Mundial conseguiu zerar a diferença entre homens e mulheres na sociedade. No entanto, mais de dois terços melhoraram seus indicadores, conforme o Global Gender Gap Report 2008, divulgado hoje.

Para a entidade, o resultado indica que "o mundo em geral fez progressos na direção da eqüidade entre homens e mulheres". O levantamento mostrou que o avanço foi obtido principalmente nas áreas de educação, participação econômica e poder político. Já no segmento de saúde, a diferença entre os sexos aumentou.

Os quatro primeiros colocados - Noruega, Finlândia, Suécia e Islândia - conseguiram fechar em cerca de 80% o intervalo entre os gêneros. Os países nórdicos ocupam, portanto, a liderança do levantamento. Nova Zelândia, Filipinas, Dinamarca, Irlanda, Holanda e Letônia completam, pela ordem, a lista dos dez primeiros. Já no Iêmen, que ficou em último lugar, apenas 47% das diferenças foram eliminadas.

Países como a Alemanha (11), Reino Unido (13) e Espanha (17) perderam posições, mas continuam entre os vinte primeiros. Os Estados Unidos ocupam a 27ª colocação. "Uma melhor representação das mulheres em posições de liderança em governos e instituições financeiras é vital não apenas para encontrar soluções para a atual turbulência financeira, mas também para prevenir novas crises no futuro", diz Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, em comunicado.

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