Fórum destaca importância da imprensa para democracia

A importância da imprensa para uma sociedade democrática foi o destaque no último painel do XXI Fórum Nacional, que termina hoje. Sob o tema A Imprensa/TV/Rádio (Mídia) e a Sociedade Ativa e Moderna, diretores e editores de algumas das principais empresas jornalísticas do País enfatizaram as relações entre imprensa e democracia, citando também a questão do jornalismo impresso frente às novas mídias.

Agência Estado |

O diretor de Conteúdo do Grupo Estado , Ricardo Gandour, declarou-se convencido de que é imprescindível para a sociedade a manutenção dos valores tradicionais do jornalismo. "Essa atividade sempre se pautou por perguntar o que não quer ser dito, revelar o que está oculto e ser um instrumento de fomentar o antagonismo e incomodar", disse. Nesse sentido, pediu "um marco regulatório claro que proteja não a imprensa, mas a sociedade, a partir da existência de uma imprensa livre e que promova o antagonismo contra o consenso".

O fim do único jornal da cidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, o "Cincinnati Post", levou à deterioração da qualidade da política, segundo pesquisa de dois economistas, citada no Fórum pelo redator-chefe da revista "Exame", André Lahóz. Ele relatou que, após o fim do jornal, os pesquisadores observaram nas eleições seguintes no local o aumento da vantagem dos que tentavam a reeleição, a diminuição do número de candidatos e a redução do número de pessoas que votaram, já que nos Estados Unidos o voto não é obrigatório.

Também participaram do painel a editora-executiva da "Folha de S. Paulo', Eleonora de Lucena, e o editor de Opinião de "O Globo", Aluízio Maranhão. Ainda na sessão da tarde, com o tema geral "O Brasil e a cultura da esperança", houve apresentações específicas do diretor executivo da Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, do diretor do Observatório da Imprensa, Alberto Dines, e do diretor-presidente do Centro de Liderança Política, Luiz Felipe D'Ávila. Os debates foram moderados pelo organizador do Fórum, o ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso.

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