O ministro das Cidades, Márcio Fortes, afirmou hoje que ainda não tem informações das obras públicas que estão envolvidas nas denúncias da Polícia Federal, na Operação João de Barro, de desvio de recursos. Nós trabalhamos com várias obras, com recursos de emendas parlamentares, emendas individuais e de comissão.

Tudo em parceria com a Caixa Econômica Federal. Agora, o que é do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o que não é do PAC ainda não tivemos acesso das obras relacionadas (no inquérito)", afirmou Fortes, que participou de seminário promovido pela Associação Brasileiras dos Municípios. Ele explicou que as ordens de serviços das obras do PAC estão sendo assinadas somente agora e que os recursos só são liberados depois que a obra é medida e atestada. O ministro admitiu que as denúncias podem envolver obras de programas anteriores.

Sobre a informação de que ele teria transferido a responsabilidade de explicar as denúncias à Caixa Econômica Federal, a quem cabe fiscalizar as obras nos municípios, Fortes explicou que se referia às informações sobre obras que estariam utilizando material de baixa qualidade. "Eu referi que quem acessa na ponta é que tem de dar a justificativa. Eu não tenho funcionário fora de Brasília. A Caixa é nossa parceira e contratada para, na ponta, atestar o andamento das obras", afirmou o ministro. Ele disse que está aguardando as informações do inquérito para saber a participação de cada investigado.

O ministro lembrou que preventivamente afastou dois funcionários do seu ministério que ocupavam cargos de confiança. "Quando se trata de ordem de prisão e ordem de busca e apreensão, o que está em jogo é a confiança. Então, afastamos os funcionários para facilitar a análise do comportamento desses funcionários e para que haja tranqüilidade na apuração dos fatos", disse.

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