Fortes chuvas no Rio ganham destaque na imprensa internacional

As chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde a noite de segunda-feira e causaram ao menos 95 mortes ganharam destaque na imprensa internacional nesta terça-feira.

iG São Paulo |


No "El País", foto e manchete para a tragédia no Rio

Em sua página principal, o site do jornal espanhol " El País " publicou uma foto de uma rua inundada na capital fluminense, além da manchete que noticia mortes e "caos" no Rio de Janeiro.

Na reportagem, o "El País" informou que, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a tragédia não afetará os preparativos para a Olimpíada de 2016.


NYT disse que enchentes "paralisaram" a cidade

O jornal americano " The New York Times " afirmou que as enchentes "paralisaram" a cidade. Também americana, a emissora CNN destacou que essa é a maior chuva da história do Rio, segundo dados divulgados pela prefeitura do Rio.

A rede britânica BBC publicou o relato de um leitor brasileiro, Antonio Queiroz Junior, que classificou a situação de "inaceitável" e disse que "a cidade foi abandonada pelo governo".

Os sites de jornais como o italiano " Corriere della Sera ", o francês " Le Monde " e o argentino " Clarín " também noticiaram a tragédia.


O italiano "Corriere della Serra" publicou fotos da chuva

Volume histórico

A prefeitura do Rio afirmou que a chuva é a maior já registrada na capital fluminense. De acordo com dados divulgados durante a coletiva de imprensa do prefeito Eduardo Paes, em menos de 24 horas foram 288 milímetros de precipitação.

Segundo a prefeitura, na chuva histórica que destruiu a cidade em 1966, quando morreram mais de 140 pessoas, choveu 245 milímetros em 24 horas. Em 1988, foram 230 milímetros e em 1996, 201 milímetros.

"Foi o maior volume de chuvas relacionadas a enchentes já registrado em nossa cidade. Tivemos a chuva forte somada à maré alta e ressaca, o que agravou a situação. Para se ter uma ideia, o nível da Lagoa Rodrigo de Freitas que normalmente é de 50 centímetros foi a 1,40 metro. É claro que ninguém nega que existam deficiências e problemas estruturais, mas não há galeria pluvial limpa que segure este volume de água", afirmou Eduardo Paes.

Na chuva de janeiro de 1966, deslizamentos de terra nas favelas causaram mais de 140 mortes. Os cariocas enfrentaram racionamento de gás, energia e água, contaminada por esgoto transbordando das galerias de águas pluviais. Até o carnaval ficou ameaçado, e quase não saiu naquele ano.

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