Fortes chuvas deixam cidades em situação crítica no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Aproximadamente 5.500 pessoas estão desalojadas e 2.450 desabrigadas na cidade de Campos dos Goytacazes, na região Norte-Fluminense do Rio de Janeiro, em decorrência das fortes chuvas que atingem o Estado há pelo menos uma semana. Cerca de 2.000 casas foram atingidas. As condições na região são críticas e foi declarada situação de emergência. As informações são da assessoria de imprensa da Defesa Civil da cidade.

Redação |

Os cinco abrigos públicos que eram utilizados pela prefeitura para acolher os moradores atingidos pelas enchentes acabaram invadidos pela água. Foi decidido transferi-los para um galpão, que também acabou sendo tomados. Os desalojados acabaram levados para o Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Parque Aurora, que fica na região central de Campos.

Um dos locais mais atingidos é Ururaí. O rio, que leva o mesmo nome da cidade, está três metros acima de seu nível normal e a ponte sobre o córrego tem suas estruturas seriamente comprometidas. Somente veículos leves estão autorizados a atravessar. Automóveis pesados devem usar uma via alternativa para ter acesso à cidade. Ainda de acordo com a Defesa Civil municipal, pelo menos dez caminhões de mudança estão ajudando a população na remoção e transporte dos móveis.

Em Lagoa de Cima a situação também é delicada. A cidade está isolada e o acesso só pode ser feito com uso de helicóptero. Aeronaves foram usadas para levar 14 toneladas de donativos à população. Aproximadamente 200 km² da região estão inundados. Em ambas as cidades, a água atingiu o teto das casas.

Outra localidade conhecida como Morro do Coco também está ameaçada. Um deslizamento foi contabilizado e famílias de 40 casas que estão em regiões consideradas de perigo foram removidas.

As chuvas cessaram em Campos nesta segunda-feira e o sol apareceu. Entretanto, o preocupante é que apesar disso o nível das águas do rio Ururaí ainda está subindo. Na manhã deste domingo, dois helicópteros da Polícia Civil, incluindo o novo blindado, foram enviados para o município, com o objetivo de ajudar às vítimas.

Rio Bonito

Em Rio Bonito, na Baixada Litorânea do Estado, as condições, a exemplo de Campos, são muito ruins. O número de desalojados subiu para 1.350 e o de desabrigados chegou a 80. No total, 151 residências já foram completamente destruídas e outras 144, parcialmente.

Divulgação
rb
Deslizamento em encosta de Rio Bonito
Na tarde desta segunda-feira, representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente da prefeitura de Rio Bonito e do Departamento de Recursos Minerais (DRM) do governo do Estado, fizeram uma vistoria na localidade do Bosque Clube, para avaliar os estragos provocados pela chuva.

Nesse local, existem várias encostas com risco de desabamento. A situação que mais preocupa os técnicos vem do alto. Eles querem analisar as rochas na serra do Sambê, acima das casas do Bosque Clube, para saber se elas oferecem algum risco à população. A prefeitura de Rio Bonito, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros têm trabalhado para que todas as famílias que ainda ocupam casas com risco de desabamento saiam a tempo de evitar conseqüências mais graves

Estamos encaminhando toda a documentação exigida pelos governos do estado e federal para que consigamos recursos para construir casas, reconstruir as ruas, pontes e reorganizar a cidade, disse o prefeito José Luiz Antunes.

Seis cidades do Estado do Rio estão em situação de emergência: Carapebus e Campos, no Norte Fluminense, Silva Jardim e Rio Bonito, nas Baixadas Litorâneas, Paracambi, na Baixada Fluminense, e Barra do Piraí, no Vale do Paraíba.

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