Fornecimento de água na Região Metropolitana do Rio é parcialmente normalizado

RIO DE JANEIRO ¿ A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) informou, nesta terça-feira, que 90% do abastecimento de água nos municípios de São Gonçalo, Itaboraí e Niterói, além da Ilha de Paquetá, já está regularizado. Segundo a assessoria da companhia, o serviço deve estar 100% normalizado até quinta-feira à noite.

Redação |

Acordo Ortográfico

A produção de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Laranjal, em São Gonçalo, foi retomada nesta segunda-feira, por volta das 23h30. No entanto, a Cedae informa que o abastecimento ainda está sendo regularizado, ou seja, o sistema vai enchendo e a água vai sendo encaminhada às casas.

A Cedae pede aos moradores das regiões afetadas que continuem economizando água enquanto o fornecimento não estiver totalmente normalizado. As pessoas devem evitar regar plantas, lavar carros, utilizar mangueiras para lavar calçadas e escovar os dentes com torneiras abertas, entre outras medidas de economia.

Rompimento de adutora

Mais de 1,5 milhão de moradores de São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e da Ilha de Paquetá ficaram com o fornecimento de água paralisado por causa do rompimento de uma adutora na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Laranjal ocorrido na madrugada de domingo. De acordo com a Cedae, o rompimento aconteceu devido a uma série de picos de energia elétrica, por parte da Ampla, na linha que abastece a estação de tratamento.

É uma irresponsabilidade recorrente. A Ampla interrompeu o fornecimento de energia elétrica sem avisar a Cedae diversas vezes nas últimas horas. A enorme variação no fornecimento de energia, parando e religando o sistema da Cedae sem aviso ou preparação adequada do sistema, causou o rompimento de uma adutora dentro da ETA Laranjal, criticou o presidente da Cedae, Wagner Victer.

Ainda segundo Victer, esta não foi a primeira vez que adutoras romperam por queda repentina do fornecimento de energia elétrica. A Cedae informou que irá buscar na justiça o ressarcimento dos danos causados na estação de tratamento e na adutora. A companhia vai comunicar a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para que medidas sejam tomadas em relação à Ampla.

Ampla se defende

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Ampla, André Moragas, uma perícia está sendo feita para que fique provado que a empresa não teve responsabilidade pelo rompimento da adutora.

Segundo o executivo, gravações feitas no final de semana, durante o atendimento emergencial, comprovam que o problema foi ocasionado por um defeito no equipamento da Cedae, que ao ser ligado desarmava o sistema de distribuição de energia.

É inadmissível acreditar que uma adutora se rompa por falta de energia. Se isso aconteceu foi porque a adutora ou estava mal conservada ou sucateada. A ANELL determina alguns indicadores de qualidade de prestação de serviço entre as concessionárias de energia e seus clientes e nenhum desses indicadores em relação à Cedae foram violados, afirmou Moragas.

Veja também:

Leia mais sobre: fornecimento de água


    Leia tudo sobre: cedaefornecimento de águaitaboraíniteróisão gonçalo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG