Força Nacional vira 'Força Gaúcha de Segurança Pública'

Policiais do Rio Grande do Sul ocupam cargos-chave no departamento da Senasp que reúne agentes bem avaliados nos estados

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

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Diretor-substituto da Força Nacional, capitão Luigi, ao lado do sargento Domingos: dois gaúchos da Brigada Militar
A Força Nacional de Segurança Pública está se tornando menos nacional e mais gaúcha. Os quatro principais cargos da Força são ocupados por policiais do Rio Grande do Sul.

Além do diretor, major da Brigada Militar Alexandre Augusto Aragon, são gaúchos o diretor-substituto e coordenador-geral de Operações, capitão Luigi Pereira, a coordenadora-geral de Treinamento e Capacitação, perita Heloísa Helena Kuser, que substituiu o tenente-coronel Sidenir Cardoso, da Brigada Militar do Estado, e o coordenador-geral de Logística, João Antônio da Silva Brasil, policial rodoviário federal.

Também são oriundos da corporação policial do Estado o coordenador dos Bombeiros da Força, capitão Romeu; o chefe de suprimentos de logística, capitão Siste. A corregedoria da Força Nacional, também está a cargo de um gaúcho, o capitão Velásquez – antes sem função –, auxiliado pelo sargento Ritter, do mesmo Estado.

De acordo com integrantes da Força Nacional, missões de destaque têm ficado a cargo de policiais do Rio Grande do Sul, caso do capitão Charopen, comandante da tropa no socorro às vítimas das chuvas da Região Serrana, em Teresópolis.

Dois outros policiais do Rio Grande do Sul tinham postos de comando deixaram suas funções recentemente: capitão Bianchini, que comandava o Bepe (Batalhão Escola de Pronto Emprego), e major Fonini, coordenador de policiamento de fronteira até janeiro.

Outras oito coordenações da Força Nacional são preenchidas por agentes de fora do Rio Grande do Sul. Nenhuma, porém, tem o status das quatro coordenações-gerais.

O grupo de trabalho da Copa do Mundo de 2014, núcleo prestigiado internamente e dissolvido há cerca de um mês – segundo a Força –,incluiu o major Canto e o capitão Vargas, ambos do Rio Grande do Sul. Foi também para esse grupo que o tenente da reserva da Brigada Militar Sérgio Luiz foi enviado, apesar da determinação da Senasp de desmobilizar colaboradores que já saíram da ativa por tempo de serviço.

No gabinete do capitão Luigi, quatro dos sete militares são brigadianos, do Rio Grande do Sul – tenente Gilberto, tenente Sandro, sargento Sílvio Domingos e soldado Borges. O assessor da chefia de gabinete da secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, é o tenente gaúcho Matos.

A Senasp também tem muitos policiais do Rio Grande do Sul. O próprio gabinete da secretária nacional de segurança Pública, Regina Miki, tem ao menos três: o tenente Matos, sargento Friden, soldado Maria. A área de Recursos Humanos mais três: Sargento Marla, soldado Maria e soldado Azevedo.

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