Força Aérea Brasileira localiza restos de avião no Atlântico

A Força Aérea brasileira venceu um difícil desafio ao localizar destroços de uma aeronave no Oceano Atlântico, 650 km ao nordeste da ilha de Fernando de Noronha, que podem ser do Airbus da Air France desaparecido na segunda-feira com 228 pessoas a bordo quando viajava do Rio de Janeiro para Paris.

AFP |

Um avião utilizado nas buscas noturnas detectou "vestígios e pequenos destroços de aeronave no oceano", 650 km a nordeste do arquipélago de Fernando de Noronha e a 1.100 km do continente, anunciou o coronel Jorge Amaral, porta-voz da Aeronáutica, em Brasília.

Entre os materiais encontrados estão uma poltrona, pequenos pedaços brancos, uma boia laranja, um tambor, além de vestígios de combustível, segundo o coronel.

Consultado sobre se haviam detectado sinais de sobreviventes, o coronel disse que não.

Ele explicou que ainda não é possível confirmar que se tratam de pedaços do avião da Air France que desapareceu na rota Rio de Janeiro-Paris com 228 pessoas a bordo, até que se obtenha pelo menos uma peça com um número de série, alguma identificação".

Três navios mercantes (dois de bandeira holandesa e um francês) foram desviados de suas rotas e estavam chegando ao local onde foram avistados os destroços para recolher o material e "prestar atendimento a possíveis sobreviventes", disse à AFP o capitão porta-voz da Marinha na região nordeste do país, Henrique Lima.

A localização dos restos, em um ponto mais próximo do arquipélago brasileiro que o previsto, indicaria que "a aeronave tentou virar à direita. Pode ser que tenha tido um problema e que tenha tentado voltar para Fernando de Noronha", explicou o coronel Amaral à AFP.

Mas ele indicou que ainda é prematuro tirar conclusões, pois é preciso verificar se os restos correspondem ao avião procurado.

O último sinal automático enviado pelo Airbus da Air France indicou uma falha no sistemas elétrico e de pressurização às 23h14 locais (Brasília) de domingo. Nesse momento o avião estava a 820 km do arquipélago de Fernando de Noronha e a 100 km da área sob a vigilância aérea do Senegal.

As buscas haviam se concentrado inicialmente nessa área.

A indicação do local do acidente será essencial para se definir que país realizará as investigações. Se for na área de controle aéreo brasileiro, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos brasileiro (Cenipa) deverá assumi-las, se for na área de vigilância do Senegal, a França, como país de bandeira do avião, poderá ficar encarregada, disseram fontes da Aeronáutica à AFP.

Os restos foram detectados na água por uma aeronave brasileira R99 durante as buscas noturnas.

Um avião foi enviado para a área no início do dia, e às 06h49 de Brasília confirmou a descoberta dos materiais, espalhados em duas áreas com 59 km de distância entre si.

O Brasil enviou dez aeronaves para a busca. Um avião norte-americano deverá se juntar a elas nesta terça-feira. Do lado que corresponde ao Senegal há duas aeronaves francesas e uma espanhola participando da operação.

As autoridades francesas reconheceram que são escassas as chances de encontrar sobreviventes, mais de 30 horas depois do acidente em uma zona marítima de grande profundidad, pouco mais de quatro horas depois da decolagem da aeronave no Rio de Janeiro.

ym/dm

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