Foragidos de Bangu-4 são suspeitos pela morte de delegado no PR

José Antônio Zuba e um funcionário da prefeitura de Pontal do Paraná foram mortos a tiros de metralhadora e pistola

AE |

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Foragidos do presídio Bangu 4, no Rio de Janeiro, estão entre os suspeitos de envolvimento no assassinato ocorrido nesta terça-feira do delegado de Pontal do Paraná (PR), José Antônio Zuba de Oliva, de 47 anos, e do funcionário da prefeitura que prestava serviços administrativos na delegacia, Adilson da Silva, de 42 anos. 

Giovani Santos/sesp
O delegado José Antonio Zuba, em foto de arquivo
A polícia acredita que oito pessoas fortemente armadas participaram da ação. Cerca de duas horas após as mortes, Francisco Diego Vidal Coutinho, de 20 anos, fugitivo do 63º Distrito Policial de Niterói (RJ), foi preso e teria confessado participação no homicídio e em um roubo de joalheria no Rio de Janeiro. 

Outros três suspeitos foram identificados: Felipe, conhecido como Tex e que portava documentos em nome de André Nascimento Gomes, Paulo "Tutancamon" e Paulo "Ganchinho", os dois últimos foragidos da prisão fluminense. 

Mortos a tiros de metralhadora e pistola, Oliva e Silva foram atender a uma denúncia de que algumas pessoas estavam armadas em um camping no Balneário Shangri-lá, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Paraná. 

O delegado morreu no próprio local, por volta das 10 horas, ao receber um tiro no pescoço, enquanto Silva, alvejado com quatro disparos, foi conduzido a um hospital de Curitiba, mas não resistiu aos ferimentos. Duas investigadoras chegaram a ser rendidas, mas foram liberadas, após terem as armas roubadas. Segundo a secretaria, os policiais não tiveram tempo nem mesmo de sacar as armas. 

Os carros que os bandidos utilizavam, ambos com placas do Rio de Janeiro, foram abandonados em uma região de mata, na divisa entre Pontal e Matinhos, onde se concentram as buscas, inclusive com auxílio de helicópteros. 

Investigações

Oliva foi o responsável pela investigação da morte da psicóloga Telma Fontoura, sobrinha do ator Ary Fontoura, ocorrida em 11 de julho. Ela teve o corpo escondido em uma cova na areia da praia. Dois dias depois, Paulo Estevão de Lima foi preso e denunciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Logo depois, o delegado passou a investigar um incêndio no Fórum de Pontal do Paraná, com roubo de computadores. Recentemente, ele apurava o envolvimento de Jean Antônio da Silva, filho do ex-prefeito da cidade, José Antônio da Silva, em roubo de carga de cigarros. Jean está preso.

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