Fora do governo, Serra cuida de palanques, da vaga de vice e percorre o país

O tucano José Serra deverá percorrer o país dando entrevistas, palestras e cuidando da montagem de um palanque nacional para sua candidatura e da escolha do seu vice. Esse é o roteiro armado pelo PSDB para tentar manter o seu pré-candidato em evidência até a convenção partidária e o início oficial da campanha eleitoral, em junho.

Marcelo Diego, iG São Paulo |

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    Serra faz um balanço de sua gestão à frente do Estado de São Paulo desde 2007 na tarde desta quarta-feira, às 15h. O governador fará um discurso de exaltação ao próprio governo para mais de quatro mil convidados e deverá dar um tom emotivo .

    O primeiro grande ato dos tucanos será no dia 10 de abril, em Brasília, quando ele será apresentado ao partido como pré-candidato à Presidência. No dia 15 está previsto ato em São Paulo para o lançamento da pré-candidatura de Geraldo Alckmin ao governo estadual, quando deverá ser ressaltada a política de continuidade e as marcas da gestão de Serra.

    Há ainda uma programação de inaugurações do governo de São Paulo. Até 2 de julho, Serra pode participar das inaugurações mesmo fora do posto (ele deve oficializar a renúncia na sexta-feira).  Em todos os eventos, será ressaltada a marca de que quem fez pelo Estado, poderá fazer pelo País. Estão previstas inaugurações de novas linhas da expansão do Metrô, unidades de saúde e escolas técnicas.

    AE
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    Nacionalização

    Mas a proposta é que o tucano saia de São Paulo, nacionalize seu discurso. Estão sendo agendadas visitas políticas para todos os Estados. Será estabelecido um comando da pré-campanha em São Paulo e deverá haver outro em Brasília.

    O PSDB contabiliza que terá palanque próprio em 15 Estados _e candidatos da coligação, que replicariam o apoio a Serra, em 24 dos 27 Estados.

    O problema está focado neste instante em montar palanques competitivos no Ceará, no Amazonas e no Distrito Federal. No primeiro, os tucanos tentavam convencer o senador Tasso Jereissati a sair como candidato a governador, mas ele mostra mais inclinação a tentar se eleger para mais oito anos no Senado. No Amazonas, o senador Arthur Virgilio disse, em entrevista ao iG, que sua decisão de sair candidato a reeleição era irrevogável. No Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC) negocia uma aproximação com o PSDB, depois da crise que assolou o governo de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

    Além disso, é preciso compatibilizar e achar espaço para aliados em outros Estados. Como no Rio de Janeiro, Estado em que estava sendo montada uma coligação DEM-PPS-PSDB, que poderia sustentar a candidatura de Fernando Gabeira (PV) ao governo. A postulação de Cesar Maia (DEM) ao Senado, porém, pode implodir a consolidação desse palanque.

    Vice

    Serra também começa, junto com o partido, a tentar escolher um nome para sua vaga de vice. A hipótese de Aécio Neves (MG) integrar a composição não está 100% descartada pelos tucanos, mas é tida como muito improvável.

    O DEM reivindicou a vaga. O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que a hipótese de o PSDB ocupar as duas vagas da chapa presidencial seria considerada se o vice fosse Aécio, mas, pela improbabilidade disso ocorrer, não tem dúvida de que o DEM deverá fazer o vice na chapa de Serra.

    Os nomes cotados pelo partido são o da senadora Kátia Abreu (TO) e do deputado José Carlos Aleluia (BA). Dentro do PSDB, discute-se a hipótese de a senadora Marisa Serrano (MS) ser apontada como vice. Os tucanos acreditam que uma mulher na chapa poderia ser um bom contraponto à imagem de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência.

    Serra deverá ainda dar palestras e entrevistas pelo país. O partido aposta na consolidação do nome de Serra na região Sudeste e no crescimento em outras regiões do país. Crescemos no Sul, vamos crescer mais no Sudeste, agora que o problema da chuva em São Paulo cedeu. E a Dilma parou de crescer no Nordeste, disse o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (CE), acerca do resultado da mais recente pesquisa Datafolha, que aponta o tucano dez pontos à frente de Dilma e liderando as intenções de voto.

    Todas essas ações devem ser empacotadas por um especialista em marketing político contratado para a campanha. O nome cotado é o de Luiz Gonzalez, que cuidou da imagem do tucano na campanha ao governo em 2006.

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