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Fora de competição, obra autobiográfica de Agnès Varda é aplaudida

VENEZA, por Antonella Barina ¿ Agnès Varda, a Grande Mãe do cinema francês, a fotógrafa que passa das imagens fixas para o cinema porque quer ter mais palavras, levou à 65ª Mostra Internacional de Cinema de Veneza o filme Les Plages d¿Agnès, um documentário autobiográfico sobre a complexidade artística e política da segunda metade do século 20.

Agência Ansa |

Agnès Varda / Getty Images

Nos primeiros trechos do filme, aplaudido hoje em Veneza, entramos nas fotografias da sua infância em Bruxelas, da vida no barquinho em Sète, da chegada a Paris. O primeiro emprego foi o de remendar redes, arte que aprendeu com um pescador.

No barco, rema para trás para atracar nas praias que amou na sua "pequena viagem" sobre a terra. "Amos as praias", diz, "são o lugar mais perfeito do mundo. A horizontalidade é perfeição, acho ridículas as montanhas e todos os que querem escalar a vida".

Varda se faz retratar dentro da barriga de uma baleia (que mandou construir sobre a areia com materiais de favela) com as suas lembranças, fragmentadas como os espelhos que posiciona no início do filme.

Ela utiliza trechos de filmes "apenas quando são úteis à história, não para me vangloriar", explica, "como um passarinho que pega um ramo da árvore, uma folha, para construir seu ninho".

"Quando faço retratos, a beleza sai do rosto das pessoas: fazer uma foto é dividir, fazer cinema é dividir", fala. Um capítulo é dedicado ao feminismo, "a luta pela liberdade de ter ou não ter um filho".

Os seus filmes possuem personagens femininas rebeldes, enfurecidas. "Na Nouvelle Vague" acrescenta, "nunca aceitei descriminações".

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