¿Foi uma fatalidade¿, diz delegado sobre morte de jovem após agressão em escola

RIO DE JANEIRO - O delegado Dennis Hathaway, da 120ª DP (Silva Jardim), enviou nesta quarta-feira ao Ministério Público Estadual o resultado das investigações sobre o espancamento de Samuel Teles da Conceição, de 17 anos, em uma escola de Silva Jardim, interior do Estado do Rio. A agressão acabou levando o adolescente à morte.

Redação |

De acordo com o titular, os depoimentos foram encerrados na noite desta terça-feira. No total, 14 pessoas ligadas à vítima foram ouvidas. O resultado das investigações mostrou que cinco menores de idade foram responsáveis pelo espancamento de Samuel.  A agressão teria começado dentro da sala de aula e terminado no pátio da escola, no horário da saída.

Foi uma fatalidade. O ocorrido começou com uma brincadeira que acabou se degenerando, disse Hathaway.

Os cinco agressores responderão por ato infracional análogo a lesão corporal seguida de morte. Não foi aberto um inquérito já que os responsáveis pelo espancamento são menores de idade. O MP poderá pedir a aplicação de medida sócio-educativa de internação do grupo.

O promotor titular de Silva Jardim, Marcelo Maurício Barbosa Arsênio, agora vai verificar se a direção da escola onde Samuel foi espancando se omitiu. Apesar das denúncias da imprensa de outros casos de violência no colégio, o promotor não recebeu qualquer representação de responsáveis dos estudantes agredidos, nem do Conselho Tutelar ou do Comissariado de Menores da Comarca.

Agressão

Samuel Teles da Conceição foi agredido em uma sala de aula, na Escola Municipal Professora Vera Lúcia Pereira, em Silva Jardim, interior do Estado do Rio, no dia 22 de agosto. De acordo com parentes, o adolescente foi espancando por causa de um novo corte de cabelo que tinha feito. Os colegas de classe teriam dado tapas e socos na cabeça da vítima, que não teria gostado e reclamado e, por isso, foi agredido.

Mesmo com a agressão, o jovem continuou indo às aulas e não contou o ocorrido aos pais porque estaria sendo ameaçado. Seis dias depois de espancado, Samuel queixou-se à família de fortes dores de cabeça e foi atendido em uma clínica na região. Seu quadro de saúde se agravou e ele teve que ser transferido para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, zona norte do Rio, na última sexta-feira.

Samuel morreu na unidade no sábado e seu enterro aconteceu no domingo, em Silva Jardim. Segundo a secretaria estadual de Saúde, uma radiografia feita no rapaz mostrou que ele teve uma lesão cerebral.

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