¿Foi crime de pistolagem¿, diz delegado

Polícia já tem suspeito do atentado contra testemunha em processo de Nenê Constantino

Severino Motta, iG Brasília |

O titular da delegacia de Águas Lindas de Goiás, Hylo Marques Pereira, disse ao iG que a tentativa de assassinato de João Marques dos Santos foi um crime de pistolagem. “Ele foi chamado na porta de sua casa por uma pessoa conhecida. Eles conversaram um pouco e depois foram feitos os disparos”. O delegado também adiantou que um inquérito foi instaurado e que a polícia teria informações sobre o autor dos tiros e sobre o comparsa que auxiliou na fuga do atirador.

Conforme o iG antecipou, João Marques foi baleado na sexta-feira. Ele é réu num processo juntamente com o fundador da Gol e seu antigo patrão, Nenê Constantino , pela tentativa de assassinato do ex-genro do empresário e pela morte de um líder comunitário que teria invadido a garagem de uma companhia de ônibus de Nenê. Em depoimentos prestados à Justiça, Marques diz que intermediou a contratação de pistoleiros para seu ex-chefe. Ainda teria dito que matou oito homens a pedido de Nenê.

A reportagem entrou em contato com o promotor Bernardo Urbano, do Tribunal do Júri de Taguatinga (cidade satélite de Brasília), que é o responsável por conduzir o processo do crime de assassinato. Ele disse que esteve com Marques no sábado e que ele teria lhe relatado detalhes do atentado.

“Ele me disse que foram treze tiros, mas, quando falou com uma delegada na segunda-feira, disse que não se lembrava exatamente quantos foram. Ele deu o nome do atirador que, segundo ele, é um PM de Goiás afastado do serviço. Deu nome do motorista que ajudou na fuga e de uma pessoa ligada a Nenê Constantino, que, ainda de acordo com ele, vinha fazendo ameaça”, disse.

Urbano disse que vai acompanhar as investigações que serão realizadas pela Polícia Civil de Goiás e não quis adiantar que medidas vai tomar junto à Justiça. Informou, porém, que vai inscrever Marques no programa de proteção à testemunha e aguardar laudo médico para saber se ele terá condições de prestar depoimento no Tribunal de Taguatinga no próximo dia primeiro.

O promotor ainda disse que os assassinatos estão se tornando frequentes no processo. “Os pistoleiros que teriam sido os executores das mortes pelas quais o empresário é acusado foram assassinados e, dessa vez, quase foi assassinado mais um”, pontuou.

A reportagem entrou em contato com o advogado de Nenê, que até o momento não retornou as ligações.

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