Fleming se inspirou num espião do século XVI para criar James Bond

Um espião do século XVI, o aristocrata John Bond, é a fonte que serviu de inspiração para o nascimento do famoso agente secreto James Bond 007, do escritor britânico Ian Fleming, assegura a família Bond.

AFP |

Os descendentes do espião medieval publicaram pela primeira vez o diário de Denis Bond, o filho de John Bond.

"O diário de Denis não conta exatamente o que seu pais fazia, mas está claro que ele era um homem de ação, que sempre se encontrava no lugar errado e na hora errada", indicou Will Bond, um dos descendentes de John Bond.

"É muito provável que Ian Fleming conhecesse a família Bond e também é possível que estivesse a par de seu passado", acrescentou.

O reduto da família Bond é a ilha de Purbeck, em Dorset (sul da Inglaterra), onde Ian Fleming freqüentou a escola e onde a história dessa família aristocrata é bem conhecida.

Foi John Bond quem escolheu o lema da família, depois de tê-lo visto num palácio espanho: "Non sufficit orbis", ou seja, "O mundo não é o bastante".

Esta expressão foi utilizada pela primeira vez por Fleming em seu décimo primeiro romance dedicado a 007, "A serviço secreto de sua Majestade", onde aparece como o lema de James Bond. Em 1999, viria a se converter no título de um filme de 007, com Pierce Brosnan vivendo o charmoso agente.

Rodney Legg, historiador de Dorset, assinalou que Fleming disse que havia uma parte de verdade em tudo que ele dizia: "Ele criou seus personagens a partir de pessoas que conheceu. Seu Bond é uma imagem dele, mas também dos personagens pitorescos que o rodeavam. John Bond faz parte dessa inspiração".

O jornal de Denis Bond descreve as aventuras de seu pai com Sir Francis Drake, um consário e explorador britânico, e seus sucessores, o que poderia explicar que trabalhasse como espiao da rainha Elizabeth II, segundo seus descendentes.

eg/cn

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