O agente de trânsito André Rolim Félix, de Porto Alegre, foi autuado por cometer nove infrações de trânsito em apenas dez minutos no final da tarde de ontem. A sucessão de transgressões vai custar ao azulzinho - como são conhecidos os agentes de trânsito da cidade - R$ 1,7 mil em multas e 43 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Além do desembolso e da possibilidade de perder a permissão para dirigir por ao menos um ano, ele corre o risco de ser demitido após análise do departamento jurídico da Empresa Pública de Circulação e Transporte (EPTC), onde trabalha.

O diretor-presidente da EPTC, Luiz Afonso Senna, considerou o fato como "extremamente grave", pelo potencial de macular a imagem da empresa, mesmo que o servidor tenha praticado os atos num dia de folga e promete providências exemplares. As transgressões foram percebidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no quilômetro 86 da BR-290, na zona norte de Porto Alegre, e só terminaram 15 quilômetros - ou dez minutos - depois, na região central da cidade, onde o motorista foi detido.

O azulzinho não obedeceu à orientação de parar e seguiu viagem em alta velocidade, chegando a atingir até 150 quilômetros por hora, e ultrapassando em ziguezague, segundo os policiais rodoviários. Quando parou, Félix se negou a fazer o teste do bafômetro, mas os policiais registraram o termo de constatação de embriaguez pelos sinais que perceberam, como fala arrastada, exaltação e agressividade. Duas filhas do fiscal estavam dentro do automóvel.

O azulzinho admitiu que havia ingerido 200 mililitros de uma bebida com vodca e um energético, mas não se considerou embriagado e alegou que trafegava na velocidade permitida pela rodovia, de 100 quilômetros por hora.

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