Fiscais lacram duas empresas de cosméticos no interior de São Paulo

Duas empresas de cosméticos localizadas na região de Marília, no interior de São Paulo, foram interditadas ontem acusadas de adulterar os produtos utilizados para o cabelo. Cerca de 40 toneladas de medicamentos prontos e matéria-prima foram apreendidos.

Agência Estado |

Além do formol, os fabricantes também estavam acrescentando de forma irregular o glutaraldeído, que pode ser utilizado somente como conservante de produtos em dosagens de até 0,1%. A ação surgiu a partir de denúncias de eventos adversos e de adulteração dos medicamentos que chegaram à Anvisa. Há relatos de consumidores que teriam comprado produtos para alisamento de cabelo e sofrido queimaduras de até 2º grau após o uso.

Em uma ação conjunta entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal (PF) e as vigilâncias sanitárias locais, os fiscais lacraram a Zap Cosméticos, em Echaporã, e a Gemin Cosméticos, em Marília. Segundo a Anvisa, na Gemin foram encontradas evidências de que a empresa estava fabricando alisantes clandestinos com limites de formol bem acima do que permite a legislação.

Enquanto as normas sanitárias permitem somente 0,5% de formol em produtos cosméticos, a fábrica adicionava 15% nos produtos para cabelo. A empresa notificou na Anvisa a fabricação de xampu e condicionadores, mas estava vendendo esses produtos adulterados como alisantes. Na segunda empresa, a Zap, foram encontrados rótulos de produtos cancelados e notas fiscais de venda para empresas que não existem.

Solange Spigliatti

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