¿Fiquei chocado¿, diz ministro sobre situação no Rio

Após sobrevoar área afetada, Fernando Bezerra Coelho se encontrou, em SP, com Geraldo Alckmin, que pediu verba para novo piscinão

Nara Alves, iG São Paulo |

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, sobrevoou nesta quinta-feira as áreas mais atingidas pelos temporais na região serrana do Rio de Janeiro ao lado da presidenta Dilma Rousseff e do governador Sergio Cabral Filho (PMDB-RJ).

Felipe Dana/AP
Equipes de resgate retiram corpo de vítima dos deslizamentos causados pela chuva em Teresópolis
“Eu fiquei chocado. É um cenário desolador”, disse o ministro.

Depois da viagem ao Rio, o ministro participou de encontro, em São Paulo, com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes.

“Veio à minha mente o mesmo cenário que eu testemunhei em Pernambuco quando da cheia do Ipocuja” comparou Bezerra.

Ele classificou as mortes causadas pelas chuvas como uma “tragédia de grandes proporções”.
O ministro evitou, no entanto, responsabilizar os órgãos responsáveis pela prevenção e socorro nas áreas de risco, como a Defesa Civil local.

“Ainda tem corpos desaparecidos e corpos a serem identificados. Ainda há áreas isoladas. O momento é de enfrentar e, depois, analisar eventuais omissões”.

São Paulo

Durante o encontro com o ministro, o governador paulista solicitou agilidade na liberação da verba do PAC 2 no valor de R$ 140 milhões. Neste orçamento, estariam contemplados piscinões em São Bernardo do Campo, Mauá, em Sumaré e na capital paulista.

Além disso, Alckmin apresentou uma nova demanda ao governo federal: a construção do Parque Largo da Penha, um novo piscinão com orçamento previsto de R$ 200 milhões.

De acordo com o ministro, a verba prevista no PAC 2 será destinada para essas construções “com absoluta certeza”. Não há prazo, no entanto, para a liberação desses recursos.

Já sobre o piscinão da Penha, o ministro disse que vai encaminhar o pleito à presidenta Dilma, mas adiantou que a verba pode ser repassada por meio de um novo mecanismo chamado de
Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap), do qual o governo de São Paulo seria o primeiro beneficiário.

O mecanismo prevê que, para cada um terço de dinheiro investido pelos governos estaduais, o governo federal coloca, como contrapartida, outros dois terços dos recursos. No caso de São Paulo, dos R$ 200 milhões necessários para a construção de um novo piscinão, apenas um terço ficaria sob responsabilidade do governo paulista. A parte do governo federal sairia das verbas de R$ 700 milhões previstos na medida provisória assinada pela presidenta hoje.

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