Fiocruz estuda remédio contra malária com menos efeito colateral

Combinação de substâncias pode resultar em um fármaco ainda mais potente contra doença tropical

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O Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está realizando pesquisas para desenvolver um novo medicamento contra a malária. O objetivo do fármaco é combater a doença sem a mesma intensidade de efeitos colaterais causada pelos remédios usados atualmente.

A Fiocruz está trabalhando com o sal híbrido Mefas - um insumo farmacêutico resultante da combinação das substâncias artesunato e mefloquina. Segundo a instituição, estudos têm mostrado que o Mefas é mais eficaz contra a malária do que outros medicamentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, segundo a Fiocruz, os testes mostraram que o fármaco causa menos efeitos colaterais, pois o sal híbrido não apresentou toxicidade mesmo quando utilizado em dose 100 vezes superior à necessária. Outra vantagem é que o Mefas consegue curar a malária com metade da dose de outros remédios, de acordo com testes feitos em animais.

A meta dos pesquisadores agora é encontrar um parceiro - empresa farmacêutica ou entidade financiadora internacional - que viabilize a realização dos estudos finais para se chegar ao produto registrado. Após essa etapa, o fármaco será disponibilizado à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e a outros países endêmicos.

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