FioCruz: descuido hospitalar afeta 7,6% dos pacientes

A primeira pesquisa sobre erros em medicina no Brasil mostrou que, em cada 10 imprevistos ocorridos em ambiente hospitalar, seis foram por falha médica e poderiam ter sido evitadas. Um estudo do pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), Walter Mendes, encontrou uma taxa de incidência de 7,6% de evento adverso, que é qualquer dano não intencional que resulta em disfunção, prolongamento do tempo de internação ou morte.

Agência Estado |

A proporção é maior do que a encontrada no estudo canadense que usou metodologia semelhante. No Canadá, de 4 a cada 10 erros poderiam ter sido impedidos.

A pesquisa brasileira foi divulgado hoje, durante o 1º Fórum de Erros em Medicina, no Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro. Mendes analisou 1.103 prontuários de 2003, em três hospitais universitários do Rio. Segundo ele, as fichas dos pacientes não são mais recentes porque se eles ainda estivessem internados as informações não poderiam ser analisadas.

Essas situações imprevistas, entre as quais os erros, acontecem principalmente na sala de cirurgia (36,2%), durante os procedimentos médicos (30,5%), e no diagnóstico (9,5%). Em seguida, vêm a obstetrícia (8,6%), com medicamentos (5,7%) e fraturas (1,9%). Ao contrário do senso comum, a anestesia e o sistema costumam ser os setores com menos índice de contratempos. O estudo indica que nas enfermarias há mais probabilidade de ocorrerem erros(48,5%), seguida dos centros cirúrgicos (34,7%) e das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). "O erro mais comum é não lavar as mãos corretamente, o que facilita a propagação de infecção hospitalar", disse Mendes.

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