RIO DE JANEIRO - Extratos obtidos a partir da Uncaria tomentosa, conhecida popularmente como unha-de-gato, atuam diretamente na produção de proteínas ligadas à resposta inflamatória do organismo e monócitos humanos pelo vírus da dengue do tipo 2.

Esse é um dos primeiro resultados de estudo que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apresentou nesta terça-feira (2). A planta é usada como remédio na Amazônia.

Segundo a pesquisadora Claire Kubelka, do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, está sendo usada uma técnica inédita no país, com cultura de células de defesa do organismo in vitro para analisar a capacidade antiinflamatória da unha-de-gato.

Essa é uma entre várias [plantas] que a gente conseguiu observar um resultado preliminar de exibição de alguns fatores inflamatórios que acontecem durante a doença do dengue. Entretanto, estamos várias outras plantas cujos nomes ainda estão sob sigilo que eventualmente podem ter efeito ainda melhor.

A pesquisa, que vem sendo realizada há cerca de quatro anos e é resultado de uma tese da pesquisadora Sônia Reis utilizou monócitos (células de defesa presentes no sangue) de doadores saudáveis, em colaboração com o setor de hemoterapia do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), infectadas pelo vírus da dengue tipo 2.

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