Final de férias pode trazer dengue de volta, alertam especialistas

O fim das férias de julho costuma coincidir com o retorno da temporada de dengue. As casas ficam vazias, os criadouros se proliferam e, como o mosquito transmissor Aedes aegypti não descansa, a doença pode fazer mais vítimas se as medidas preventivas não forem adotadas.

Agência Estado |

A capital paulista passou os últimos 33 dias sem nenhum registro novo de infecção, mas os especialistas alertam que a tendência pode ser revertida, caso os depósitos de água parada não sejam eliminados das residências.

No total, 198 paulistanos adoeceram de dengue este ano - número 90% inferior às mais de 2 mil notificações confirmadas no mesmo período do ano passado. O alerta da Prefeitura é que os infectados de 2008 estão espalhados em 30 das 31 subprefeituras, em bairros de diferentes classes sociais. Nos estudos epidemiológicos feitos pela Coordenadoria Municipal de Dengue, a contaminação "democrática" é justificada pelo fato de os criadouros do inseto transmissor estarem concentrados nos vasos de planta, que merecem toda atenção agora na volta das férias.

Assim, a partir de hoje, 4 milhões de paulistas serão alertados por torpedos eletrônicos pelo celular, que dão dicas para que os mosquito não volte "na bagagem". A estratégia é para manter a queda de 92% na quantidade de casos no Estado de São Paulo - são 6.700 atualmente contra quase 80 mil no ano anterior. O Plano de Inverno contra a doença é resultado da parceria da Secretaria Estadual da Saúde com a operadora Vivo.

Prioridade

Este ano, 55 cidades de São Paulo, incluindo capital, foram escolhidas como prioritárias para receberem as ações sanitárias contra a dengue, que contemplam contratação de 1,1 mil agentes para in loco eliminarem as larvas do Aedes , além de padronização de atendimento das prováveis vítimas, o que agiliza o diagnóstico e o controle preventivo. O critério de seleção, explica a secretaria, foram os municípios com população maior de 50 mil pessoas e acúmulo de registros de dengue entre os anos 2000 e 2007, que resulta em coeficiente de 300 casos por 1.000 habitantes, índice já de epidemia.

O custo do Plano de inverno é estimado em R$ 20 milhões. Apesar de a dengue ser de contágio mais fácil no verão - já que o período para o ovo virar mosquito cai de 15 para 7 dias quando a temperatura ambiente está na casa dos 30 graus -, são as posturas adotadas em tempos mais frios que evitam a proliferação da doença. A Sociedade Brasileira de Infectologia reforça que o comportamento preventivo durante todo ano é a única forma de evitar que o cenário do ano passado se repita. Em 2007, a explosão de dengue rendeu a São Paulo o título de recordista histórico de casos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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