Fim dos espetáculos nas ações da PF não tem a ver com críticas do STF, diz Tarso

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta sexta-feira que a mudança no comportamento da Polícia Federal, de adotar um comportamento mais discreto - em contraponto a Operação Satiagraha, quando uma emissora de TV filmou as prisões de Naji Nahas, Daniel Dantas e do ex-prefeito Celso Pitta ¿ é mérito de ações programáticas e conceituais do próprio ministério, e não de ¿críticas externas¿.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Genro fez esse comentário em resposta à afirmativa do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de que as mudanças no comportamento da PF ocorreram após críticas suas [de Gilmar]. Eu tenho a impressão de que isso mudou. E eu não recuso os méritos, disse o presidente da Suprema Corte, em entrevista coletiva esta manhã.

A nossa conduta aqui não foi motivada por nenhum critica feita por nenhum Poder institucional. São críticas que respeitamos, mas as mudanças que estamos fazendo em relação ao Pronasci [Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania], em relação à Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal, são ações programáticas e conceituais nossas. É claro que aceitamos de bom grado aquelas sugestões que vêem de fora, respondeu Tarso Genro, quando provocado por um jornalista, que questionou ao ministro se Gilmar Mendes era tão poderoso assim para mudar paradigmas na Polícia Federal.

Balanço da Justiça

Dados anunciados nesta tarde pelo ministério da Justiça mostram que a Pasta executou R$ 2,136 bilhões em segurança pública até o último dia 16. Até o último dia do ano, o montante deve chegar a R$ 2,5 bilhões ¿ 52% a mais do que o orçamento executado em 2007.

O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania [Pronasci] executou investimentos da ordem de R$ 1 bilhão em formação de policiais, planos habitacionais para os agentes, além de campanha pelo desarmamento. O ministério investiu ainda R$ 356 milhões na reforma do sistema prisional, além de R$ 138,5 milhões em presídios especiais para jovens.

Na área de Direito Econômico, foram cumpridos 91 mandatos de busca e apreensão no combate aos cartéis em compras públicas. A Secretaria Nacional de Justiça destinou R$ 6,9 milhões para instalação de laboratórios contra lavagem de dinheiro. O ponto alto da secretaria ao longo do ano foi na extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola e do traficante Juan Carlos Abadia.

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