Fim de cotas pode anular vestibular, diz governo do Rio

RIO DE JANEIRO - O secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, disse nesta quinta-feira que o vestibular das três universidades estaduais do Rio pode ser suspenso caso o Tribunal de Justiça mantenha, na próxima segunda-feira, a decisão que anula o sistema de cotas. De acordo com o secretário, não há tempo hábil para a preparação de um novo edital.

Agência Estado |

As regras para o concurso foram publicadas em março e a primeira prova está marcada para o dia 21. Os cartões de confirmação começaram a ser distribuídos na terça-feira. Há 67 mil estudantes inscritos, que disputam cerca de 7 mil vagas em três universidades e nas academias do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

O governo investiu R$ 750 mil nessa edição do vestibular. "É uma situação gravíssima. O vestibular é um processo, não é o dia da prova. Tem as normas que foram publicadas. A mudança dessas normas pode levar a uma série de ações que vão inviabilizar o vestibular", afirmou o secretário.

Cardoso e os reitores das três universidades estaduais reuniram-se hoje com o governador Sérgio Cabral (PMDB). Ele disse que está disposto a recorrer ao Superior Tribunal Federal (STF) para garantir o ingresso nas universidades estaduais pelo sistema de cotas. "Eu confio na sensibilidade dos desembargadores, mas se não formos felizes, vamos recorrer ao STF. O Judiciário brasileiro precisa dizer que País ele quer. A Justiça do Rio de Janeiro precisa dizer que Estado ela quer. A universidade precisa ter diversidade", defendeu Cabral.

A procuradoria-geral do Estado ainda não recorreu da liminar concedida pelo Órgão Especial numa ação proposta pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro. O que será analisado na segunda-feira é uma petição do Estado em que o governo solicita que a liminar não tenha validade sobre este vestibular. Estudantes do ensino médio e das universidades estaduais programam manifestação para a porta do Tribunal de Justiça.

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