Filme sobre Che Guevara com Rodrigo Santoro é mal recebido em Cannes

O filme Che, cinebiografia do revolucionário argentino Che Guevara estrelada por Rodrigo Santoro (no papel de Raul Castro, irmão de Fidel), não agradou à crítica no festival de Cannes. A Variety, mais influente publicação de cinema do planeta, classificou o longa de impossibilidade comercial. O principal problema, segundo o jornal, é sua excessiva duração: quatro horas e 18 minutos. Infelizmente, Che não é épico - é só longo, cravou a crítica.

Redação com agências internacionais |

Em entrevista coletiva realizada nesta manhã em Cannes, o diretor Steven Soderbergh (que já ganhou a Palma de Ouro em 1989, com "Sexo, Mentiras e Videotape") se esquivou de questões políticas e disse estar interessado no "ser humano" que foi Guevara - "uma das mentes mais fascinantes do século passado", nas palavras do cineasta. Santoro, presente na coletiva, foi pelo mesmo caminho. "O filme é o retrato de um ser humano", afirmou o ator.

O brasileiro interpreta Raul, irmão de Fidel Castro. Seu papel, no entanto, é pequeno e ele sequer foi citado nas primeiras críticas que saíram sobre o longa. Che é interpretado por Benicio del Toro (ganhador do Oscar de ator coadjuvante por "Traffic", também de Soderbergh). O elenco ainda inclui Demian Bichir (Fidel Castro) e Santiago Cabrera (Camilo Cienfuegos) e, em pontas, os astros Matt Damon e Julia Ormond.

Apesar de exibido como se fosse um único filme em Cannes, o plano é lançar comercialmente a produção dividida em duas partes. A primeira, "O Argentino", mostra a participação de Guevara na revolução cubana e estrearia em outubro. A segunda, "Guerrilha", conta a vida de Che após deixar Cuba, em 1965, e tentar espalhar a revolução pela África e América Latina. A estréia está prevista para novembro.

Santoro só participa da primeira parte. Em entrevista à agência Reuters antes do festival, o ator afirmou saber que Raul Castro, hoje presidente de Cuba, era "um personagem delicado e muito polêmico', 'Como ator, o que eu tenho que fazer é tentar incorporar um ser humano. Não vou fazer uma análise política, eu não posso julgá-lo', disse.

É seu segundo filme em competição em Cannes este ano. O primeiro, o argentino "Leonora", de Pablo Trapero, foi exibido no segundo dia do evento e recebeu críticas positivas.

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(com informações da agência Reuters)

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