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Filme Budapeste , adaptado do livro de Chico Buarque, chega aos cinemas dia 22

SÃO PAULO - A obra literária de Chico Buarque acaba de ganhar mais uma adaptação para o cinema. Depois dos recentes Estorvo (2000) e Benjamin (2003), chega às telas a versão de Budapeste. Na direção, está Walter Carvalho, um dos maiores fotógrafos do cinema brasileiro (Lavoura Arcaica e Carandiru, por exemplo, levam sua assinatura). Nos papéis principais, Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli e a húngara Gabriela Hámori. A estreia está marcada para o próximo dia 22 de maio.

Redação |

Filme e livro contam a história de José Costa (Medeiros), um ghost writer que, devido a circunstâncias inesperadas, vai "dar em Budapeste". A frase, que rendeu piadas na época do lançamento do livro, no filme aparece ligeiramente alterada: Costa vai "parar em Budapeste". Mas essa é uma das raras alterações em relação à obra escrita por Chico.

"As poucas mudanças que fizemos foram fiéis ao imaginário criado pelo Chico", acredita Rita Buzzar, produtora e roteirista do longa. Foi ela quem, depois de ler o livro, correu atrás dos direitos de adaptação. "Demorou um tempo para convencê-lo", revela. "Mas o Chico foi bastante generoso e inclusive leu o roteiro inteiro duas vezes", conta. Segundo ela, ele "ficou de acordo com todas as alterações".

Tanto ficou que inclusive concordou em fazer uma ponta no filme. É uma cena de poucos segundos em que ele não chega a falar vinte palavras. Mas são todas em húngaro, o que rendeu um dia inteiro de ensaios, segundo contou o autor no material de divulgação do filme. Chico também aparece na trilha sonora do longa, com uma versão em húngaro de "Feijoada Completa" feita pelo grupo Toque de Prima.

E não é apenas Chico quem fala húngaro no filme - cerca de metade do longa é falada nesta língua que, segundo um ditado, é a única que o diabo respeita. A história se passa no Rio de Janeiro e em Budapeste - as filmagens na capital húngara levaram quatro semanas, com mais uma de preparação. A equipe, segundo o diretor Walter Carvalho, era "uma verdadeira Torre de Babel".

Divulgação
Giovanna Antonelli e Leonardo Medeiros


O protagonista Leonardo Medeiros passa boa parte da história falando húngaro. Quando perguntado como fez para dominar a língua, foi sincero: "eu não dominei". "Com duas semanas de aula, vi que seria impossível aprender. O jeito foi mergulhar nas falas do meu personagem", conta.

Mesmo com a barreira linguística, Walter Carvalho fez questão de usar muito o improviso durante as filmagens. A cena em que Leonardo e Gabriela se veem pela primeira vez, por exemplo, foi efetivamente a primeira vez que eles se encontraram ao vivo. "Quis que a surpresa dos dois fosse genuína", explica.

É o primeiro trabalho de ficção que Carvalho assina sozinho. Ele já co-dirigiu "Cazuza - O Tempo Não Para" com Sandra Werneck, e também dirigiu alguns documentários - o mais conhecido deles é "Janela da Alma", feito em parceria com João Jardim.

A responsabilidade pela fotografia do longa é de Lula Carvalho, filho de Walter. Quando perguntado se seu background como diretor de fotografia fez com que opinasse no trabalho do filho, Walter foi modesto. "Opinei como opinei no figurino, na trilha sonora, na montagem. Só fiz meu trabalho de diretor".

A estreia no Brasil está marcada para o dia 22 de maio. Segundo a produtora Rita Buzzar, no segundo semestre o filme chegará a Portugal e Hungria. O custo total foi de R$ 6 milhões, dos quais R$ 2,2 milhões vieram de produtores estrangeiros.

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